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Defesa Civil monitora barragem na divisa de Jaguariaíva e Sengés após rachaduras

Reunião com ANEEL, Defesa Civil e órgãos técnicos avaliou as condições da PCH Beira Rio, que está impedida de iniciar operação comercial até a conclusão das medidas de recuperação

Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação - Assessoria
03/11/2026 às 14h17
Defesa Civil monitora barragem na divisa de Jaguariaíva e Sengés após rachaduras
Foto: Divulgação.

Redação - Marcelo Aguiar

JAGUARIAÍVA - A situação da barragem da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Beira Rio, localizada no Rio Jaguariaíva, na divisa entre Jaguariaíva e Sengés, foi discutida em uma reunião realizada na terça-feira (27), na Prefeitura de Jaguariaíva. O encontro reuniu representantes da Defesa Civil, Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Corpo de Bombeiros, Instituto Água e Terra (IAT-PR) e da empresa responsável pelo empreendimento.

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A usina foi impedida pelo Ministério Público de iniciar sua operação comercial após a identificação de rachaduras e perda de material na estrutura da barragem. A situação levou autoridades a acompanhar as condições do empreendimento e as medidas adotadas para garantir a segurança da população e a proteção ambiental.

Durante a reunião, representantes da ANEEL informaram que inspeções visuais e avaliações técnicas realizadas com instrumentos não identificaram risco de ruptura iminente. Apesar disso, a agência destacou que a estrutura precisa permanecer sob monitoramento e passar pelas intervenções necessárias para garantir sua segurança.

Engenheiros e técnicos, incluindo profissionais de uma empresa responsável pelo acompanhamento externo da usina, também apresentaram informações sobre as condições da barragem e os trabalhos corretivos em andamento. Segundo os responsáveis técnicos, a estrutura possui dimensões superiores ao dobro do necessário para suportar o volume de água represado. Eles também afirmaram que os problemas identificados na crista da barragem não comprometem a permeabilidade interna da estrutura.

A ANEEL informou ainda que pretende divulgar um relatório de fiscalização, com previsão para fevereiro. A liberação da operação comercial da PCH depende da conclusão das medidas de recuperação exigidas pelos órgãos competentes.

Entre os encaminhamentos do encontro estão a manutenção do monitoramento, a atualização dos relatórios técnicos e a divulgação de comunicados oficiais para manter moradores dos municípios envolvidos informados. Também foi solicitada a realização de treinamento preventivo para situações de emergência.

Participaram representantes das Defesas Civis estadual e municipais, ANEEL, IAT, Corpo de Bombeiros, Pesqueiro Energia e empresas de engenharia responsáveis pelo acompanhamento técnico da estrutura.