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Juiz decreta a prisão de suspeitos da morte de Rubens Félix

Juiz decreta a prisão de suspeitos da morte de Rubens Félix

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31/08/2017 às 15h44 Atualizada em 31/08/2017 às 18h44

Um crime bárbaro, ainda sem motivações, deixou a população de Santana do Itararé em choque na última semana.

Rubens Félix da Silva, 53 anos, foi encontrado morto na residência de um casal que havia se mudado há alguns meses para a Rua Vereador João Ferraz Neto, no Centro do município.

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O corpo, já em estado de Choque Hipovôlemico (quando a pessoa perde grande quantidade de sangue) foi achado na noite de terça-feira (22), pelo irmão da moradora. Ele teria ido até a residência da irmã a pedido do pai, que já havia ido até a casa da filha, no entanto a mesma não respondia aos chamados. Ao perceber que havia algo de errado, ele arrombou o portão e se deparou com um cenário pós-festa, muitas latas e garrafas de bebida alcóolica; seguindo pelo corredor, ao abrir a porta, sentiu que algo bloqueava a mesma, era o corpo de Rubens.

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Ele solicitou o acompanhamento da Polícia Militar e Civil. O corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Jacarezinho.

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O CASAL

De acordo com informações anexadas ao inquérito policial, Hevelen Milaine Pereira, 28 anos, e Cassiano Santos, 32 anos, eram conhecidos por dar festas em sua casa, que estava sempre cheia aos fins de semana. Segundo o relato de moradores próximos, as festas atravessavam a noite e eram regadas à muita bebida e música alta. Além do consumo exacerbado de álcool, havia rumores de que os dois também eram usuários de entorpecentes.

[caption id="attachment_22700" align="aligncenter" width="600"] Hevelen Milaine Pereira e Cassiano Santos são os principais suspeitos do crime[/caption]

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Apesar das festas, testemunhas e familiares afirmam que não imaginavam que o casal pudesse cometer tal crime, mas, diante da situação, ficava difícil desvincular os dois do assassinato de Rubens.

A VÍTIMA

Descrito como um homem trabalhador e pacato, Rubens cuidava de um bar próximo à Igreja Matriz e, quando não estava no estabelecimento, passava o tempo trabalhando na serraria da família. Rubens tinha diagnóstico de tuberculose e a doença já havia debilitado sua saúde.

Segundo informações levantadas pela investigação, ele estaria guardando dinheiro para comprar o bar que administrava, motivo que, provavelmente teria despertado o interesse de Hevelen e Cassiano.

INVESTIGAÇÃO

Os policiais trabalharam com diversas hipóteses, contudo a que mais condiz com a motivação do crime, é a de que eles mataram o homem para ficar com o dinheiro, o que segundo o delegado responsável pelo caso, Miguel Chibani, leva ao indiciamento por furto e homicídio qualificado.

[caption id="attachment_22699" align="aligncenter" width="700"] Miguel Chibani pediu a prisão do casal nesta quarta-feira (30)[/caption]

Segundo ele, a prisão preventiva de Hevelen e Cassiano foi solicitada por inúmeras razões. “Primeiro, os dois estiveram na presença da vítima durante a noite toda. Depois, o corpo, visivelmente golpeado, acabou descoberto na residência do casal. O quarto do casal estava revirado, como se ambos estivessem apressados para deixar o local”, comentou.

Além das evidências, como o local do crime, o delegado também fez observações sobre a fuga. “Segundo informações de testemunhas, ambos foram vistos na PR-424, próximo a Santana, com bagagem mínima, à procura de transporte, momentos em que Hevelen se mostrava claramente perturbada. Os indiciados também não estiveram com nenhum familiar ou locador, para explicar a repentina mudança de domicílio, além de estrarem na posse do telefone celular da vítima, sendo o aparelho arremessado à beira da rodovia. Por fim, os homicidas não se apresentaram à Delegacia de Polícia para esclarecer o caso, simplesmente se evadiram”, conclui Chibani.

A prisão foi decretada no início da noite desta quarta-feira pelo Poder Judiciário da Comarca.

Ainda não há pistas de onde o casal possa estar. Tanto a família de Rubens, quanto os amigos e conhecidos que conviviam com a vítima, pedem Justiça para o crime cometido por motivo torpe.