
DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
CORNÉLIO PROCÓPIO - A Polícia Civil do Paraná resgatou um galo com diversos ferimentos compatíveis com a prática de rinha, as famosas “brigas de galo”, no Norte Pioneiro. O resgate aconteceu em Cornélio Procópio, nesta terça-feira (09).
De acordo com as informações divulgadas pelo delegado Adriano Diogo, a ação foi realizada em conjunto com o Instituto Água e Terra, após denúncias que levaram a polícia à descoberta das práticas. No local, além do resgate, foram apreendidos diversos materiais utilizados na atividade ilegal, como agulhas.
Durante a fiscalização, o delegado da PCPR afirma que os agentes encontraram e apreenderam protetores de espora, esporas artificiais e agulhas, objetos que são utilizados com frequência em rinhas de galo.
O animal foi encontrado com machucados que reforçaram a prática ilegal, e foi recolhido para cuidados. “O animal apresentava diversos ferimentos e foi recolhido pelo IAT para receber os cuidados necessários”, disse o delegado.
No entanto, até o momento, os responsáveis e envolvidos na atividade, que configura como crime de maus-tratos a animais, não foram identificados, e a Polícia Civil continua investigando o caso para identificar todos os envolvidos.
A rinha de galo é crime porque submete os animais a sofrimento extremo, mutilações, estresse e pode levar à morte, o que se enquadra legalmente como maus-tratos. A prática serve ao lucro através de apostas e é proibida por violar o direito constitucional dos animais à proteção contra a crueldade.
Em algumas brigas, os animais são colocados para lutar até a exaustão, mas em outras, até a morte. Para isso, eles são treinados pelos envolvidos. O uso de esporas artificiais de metal, ou lâminas nas patas para aumentar a gravidade de ferimentos é comum.
A prática é proibida em todo o território nacional e severamente punida por diferentes âmbitos da legislação brasileira. A Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/1998 criminaliza, no Art. 32, o ato de praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. A pena prevista é de detenção, podendo chegar a um ano de prisão, além do pagamento de multa.