
DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
Uma mulher de 46 anos perdeu mais de R$ 15 mil após cair em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por um advogado e por representantes do Tribunal de Justiça do Paraná. O caso foi registrado pela Polícia Militar.
Segundo o relato da vítima, tudo começou quando seu namorado recebeu uma mensagem via WhatsApp de uma pessoa que afirmava ser advogado. O golpista informou que ele teria vencido um processo judicial e que, em breve, seria procurado por um suposto número vinculado ao Tribunal de Justiça para dar andamento à liberação do dinheiro.
Pouco tempo depois, outro contato entrou em cena e passou a conversar diretamente com a mulher. Durante a conversa, os criminosos afirmaram que, para receber o valor da suposta ação judicial, seria necessário retirar todo o dinheiro disponível das contas bancárias do casal e transferi-lo para contas indicadas pelos golpistas.
Convencida de que participava de um procedimento legal, a vítima realizou uma série de transferências via Pix. Os depósitos somaram R$ 15.204,00, distribuídos em valores de R$ 5.600,00, R$ 4.690,00, R$ 422,00, R$ 1.299,00, R$ 2.129,00 e R$ 1.064,00 para diferentes contas bancárias.
Mesmo após receber o dinheiro, os criminosos tentaram ir além. De acordo com a vítima, os golpistas passaram a orientar a contratação de empréstimos bancários, alegando que isso também seria necessário para a liberação da suposta indenização. Foi nesse momento que ela desconfiou da situação e percebeu que havia sido enganada.
A Polícia Militar registrou o boletim de ocorrência, coletou os dados das contas que receberam os valores e orientou a vítima sobre os procedimentos cabíveis para tentar recuperar o prejuízo.
O caso serve de alerta para golpes cada vez mais sofisticados, nos quais criminosos utilizam nomes de advogados, escritórios de advocacia e até órgãos do Poder Judiciário para convencer vítimas a realizar transferências bancárias. Especialistas reforçam que nenhum tribunal ou advogado solicita depósitos ou transferências para liberar valores de processos judiciais.