
Durante um patrulhamento ambiental realizado na zona rural de Jaguariaíva, equipes da Polícia Militar Ambiental flagraram uma área de desmatamento irregular de vegetação nativa e aplicaram multa de R$ 14 mil ao responsável pela propriedade. O caso foi registrado na última segunda-feira (18) e integra uma série de fiscalizações que resultaram em mais de R$ 100 mil em autuações ambientais no Paraná em apenas um dia.
Segundo informações da corporação, os policiais percorriam a localidade de Pedrinhas quando identificaram uma área recentemente devastada. Após vistoria técnica, foi constatada a supressão irregular de vegetação nativa em uma área correspondente a 1,63 hectare, o equivalente a mais de 16 mil metros quadrados.
De acordo com a Polícia Ambiental, o proprietário não possuía autorização dos órgãos competentes para realizar a intervenção ambiental, condição obrigatória para o corte de espécies nativas no Paraná. Diante da irregularidade, além da multa aplicada, a área foi imediatamente embargada, ficando proibida qualquer atividade agrossilvipastoril ou exploração econômica no local.
O responsável também responderá criminalmente pelos danos causados ao meio ambiente, conforme prevê a legislação ambiental brasileira.
A operação faz parte de uma série de ações de combate ao desmatamento ilegal realizadas pela Polícia Militar Ambiental em diferentes regiões do estado. No mesmo dia, outras autuações foram registradas nos municípios de Prudentópolis e Pinhão, onde foram identificados danos em áreas de preservação permanente (APPs), corte irregular de vegetação e até estrutura para produção clandestina de carvão vegetal.
Somadas, as multas ultrapassam R$ 112 mil e os danos ambientais atingem mais de 10 hectares de vegetação nativa destruída, área equivalente a cerca de 14 campos de futebol.
A legislação do Instituto Água e Terra (IAT) determina que o corte de espécies florestais nativas, como a araucária, depende obrigatoriamente de autorização ambiental prévia, independentemente da localização das árvores.
Já espécies exóticas, como pinus e eucalipto, podem ser removidas sem autorização, desde que não estejam situadas em Áreas de Preservação Permanente (APPs).