
Redação - Folha Extra
SÃO PAULO - A Polícia Civil de Cerquilho, no interior de São Paulo, abriu investigação para apurar possíveis crimes de prevaricação, negligência e abuso de autoridade envolvendo conselheiras tutelares em um caso que envolve um bebê de 2 anos atendido em uma creche do município. O episódio ocorreu após a criança defecar duas camisinhas no banheiro da unidade escolar, o que levou à suspeita de maus-tratos e à prisão da mãe do menor.
De acordo com informações da investigação, a mãe da criança está em prisão domiciliar por suspeita de maus-tratos, estupro e desacato. Outros dois filhos dela, de 4 e 8 anos, foram resgatados e encaminhados para acolhimento institucional.
A Polícia Civil apura a conduta de integrantes do Conselho Tutelar que atuaram no atendimento inicial do caso na unidade de ensino. Segundo o inquérito, as conselheiras teriam comparecido à creche, registrado evidências e orientado funcionários a descartar materiais, o que não ocorreu após recusa da equipe escolar. O material foi preservado e posteriormente utilizado como parte das provas que embasaram a prisão em flagrante da mãe.
Outro ponto investigado é a decisão das conselheiras de não acionar imediatamente as forças policiais após a identificação da situação. A polícia também busca esclarecer por que a responsável legal pela criança foi autorizada a retirá-la da creche e levá-la para casa, mesmo diante das suspeitas em apuração.
Ainda conforme o registro policial, as conselheiras teriam conduzido a criança a atendimento médico sem a presença da professora ou da direção da escola, o que também está sendo analisado no inquérito. Após o atendimento, o menor foi entregue novamente à mãe, que, segundo a investigação, apresentava sinais de descontrole no momento.
A Polícia Civil também avalia possível abuso de autoridade por parte das conselheiras tutelares durante a condução do caso, além de eventual descumprimento de protocolos de proteção à criança e ao adolescente. O caso segue em investigação no município de Cerquilho.