
A captura de Nicolás Maduro por militares dos Estados Unidos mexeu na política da Venezuela, e agora, o que pode acontecer com o país após a operação? A reportagem do portal LeoDias explica. Mas antes, vale relembrar que o ditador é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados com armas automáticas.
Na última segunda-feira (5/1), na primeira audiência, o político e a esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes e ele destacou: “Eu ainda sou o presidente do meu país”. A próxima audiência será somente no dia 17 de março, em um tribunal dos EUA.
Enquanto isso, na Venezuela, Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina ontem, mesmo Donald Trump afirmando que está no comando e não tenha afastado a ideia de uma intervenção militar mais ampla no país sul-americano caso o regime não coopere.
O chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, definiu o envolvimento americano na Venezuela como uma “operação militar em andamento”, mesmo que o governo tenha declarado que a captura de Maduro foi uma ação policial.
Para a CNN, ele disse que os Estados Unidos estão usando seu controle sobre a economia da Venezuela como forma de pressionar o novo governo a fazer o que Trump quer. Conforme declaração do chefe de gabinete, a Casa Branca não descartou futuras acusações contra autoridades venezuelanas.
O líder da maioria no Senado, John Thune, falou que as perguntas sobre os próximos passos para o controle dos EUA sobre a Venezuela poderiam ser respondidas em um futuro próximo, enquanto outros parlamentares expressaram dúvidas de que Trump tenha um plano claro para o país da América do Sul.
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, disse que se programa para retornar ao país o mais rápido possível. Ela afirmou que não fala com Trump desde outubro.
Ele e outros políticos do governo americano não aceitaram os apelos para que a líder da oposição assuma a presidência, argumentando que ela não tem legitimidade, o que gerou críticas.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, vai se reunir com executivos do setor de petróleo esta semana para debater a Venezuela.
Trump estimou que as empresas petrolíferas levarão menos de um ano e meio para reconstruir a infraestrutura energética do país.
Washington também planeja interceptar um petroleiro ligado à Venezuela, sobre o qual a Rússia reivindica jurisdição, para impor seu bloqueio na costa venezuelana, apontaram fontes da CNN.
Trump fez ameaças e avisos a outros países que considera não cooperativos. Declarou que poderia tomar medidas militares na Colômbia, afirmou ao México para “se organizar” em relação às drogas e disse que os EUA “precisam da Groenlândia”.
Fonte original Portal Leo Dias.