
Redação - Folha Extra
ARAPOTI - Uma partida de futsal por pouco não terminou em tragédia na noite desta terça-feira (23) no município de Arapoti, nos Campos Gerais. O atleta brazense Gabriel Henrique de Jesus teve de ser entubado após sofrer uma entrada antijogo realizada pelo jogador da equipe rival. O jovem teve suspeita de traumatismo craniano e segue internado no Hospital Regional de Ponta Grossa.
De acordo com as informações apuradas pela reportagem da Folha, a partida válida pelo Campeonato Intermunicipal foi realizada no Ginásio de Esportes Chapelão entre a equipe de futsal de Wenceslau Braz e a equipe Elite. Segundo testemunhas, no fim da partida o jogador brazense Gabriel Henrique de Jesus teria dado um chapéu em um jogador do time adversário e, enquanto olhava para dominar a bola que estava no ar, acabou sendo atingido por outro jogador adversário que teria ido em direção a Gabriel com o pé alto, atingindo seu peito e seu nariz.
Após ser atingido, Gabriel caiu ao chão e bateu a cabeça, além de sangramento devido a ter quebrado o nariz. O jovem foi atendido pela ambulância do SAMU, já que não havia socorro no local. Devido a seu estado clínico, ele teve de ser entubado e foi encaminhado ao Hospital Regional de Ponta Grossa com suspeita de traumatismo craniano. Já o jogador que realizou a entrada em Gabriel disse ter sofrido um trauma no joelho, recebeu atendimento no local, mas não quis ir para o hospital.
A Folha conversou com Anderson Maurício de Jesus, pai de Gabriel, que falou sobre a situação. “Nós fomos informados sobre a situação de que o jogador do outro time entrou com uma agressão contra o Gabriel e ele quebrou o nariz e bateu a cabeça. Estamos aqui no hospital aguardando novas informações sobre como ele está, mas até o momento o que foi informado é que ele teve de ser entubado e teve um traumatismo craniano. A situação é revoltante, pois não tinha uma ambulância nem segurança no local”, comentou.
Ainda segundo as informações repassadas por Anderson, ninguém da organização prestou assistência ou entrou em contato com a família do jogador. “Não falaram nada, eu que entrei em contato com o organizador para saber o que estava acontecendo”, disse o pai do jogador.
Ainda segundo as informações de testemunhas, não havia ninguém da organização presente no local, apenas as duas equipes, os juízes da partida e o rapaz que cuida do bar do ginásio.
Procurado pela reportagem, um dos organizadores do evento disse que a situação foi um acidente e não vai se pronunciar até ter maiores informações sobre o incidente.