
Redação - Folha Extra
SENGÉS - A Polícia Civil de Sengés, nos Campos Gerais do Paraná, cumpriu nesta quinta-feira (28) mandado de internação contra um jovem de 18 anos, condenado pela Vara da Infância por participação em uma quadrilha de tráfico de drogas responsável por homicídios e torturas ocorridos em janeiro de 2025. O rapaz foi encaminhado ao CENSE para cumprimento de medida socioeducativa em regime fechado.
Segundo a investigação, o grupo, formado por quatro adultos já presos preventivamente e pelo então adolescente, praticava julgamentos conhecidos como “tribunal do crime” contra pessoas acusadas de furtar pontos de venda de drogas. Uma das vítimas, uma jovem, foi sequestrada, torturada e deixada para morrer. Ela sobreviveu após fingir estar morta.
No mesmo mês, outra mulher foi morta pelo bando após ser acusada do mesmo crime. O corpo foi encontrado em uma cova rasa na zona urbana de Sengés em 6 de fevereiro, apresentando sinais de queimaduras, tortura, agressões e amputação das mãos. As vestes foram reconhecidas pela mãe da vítima, desaparecida desde 7 de janeiro, e a identidade confirmada por exame genético. Conforme apurado, a execução foi transmitida ao vivo para outros traficantes da região.
De acordo com o delegado Isaías Fernandes Machado, a Delegacia de Polícia Civil de Sengés vem atuando em investigações de alta complexidade que já resultaram em 55 prisões e apreensões somente em 2025. Ainda há 12 foragidos com mandados de prisão decretados, a maioria por crimes ligados ao tráfico, homicídios e atuação em milícia armada.
As apurações também desarticularam diversas quadrilhas de tráfico de drogas no município. Segundo a polícia, os principais líderes das facções locais foram presos, muitos deles denunciados por homicídios contra devedores e rivais, restando apenas um chefe ainda foragido.