
DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
JAGUARIÁIVA - A família de Miguel Salim, morador de Jaguariaíva, nos Campos Gerais, continua vivendo uma rotina de angústia e incertezas desde o desaparecimento do homem, que está chegando a quatro meses. Até o momento, nenhuma nova informação foi repassada aos familiares, que seguem em busca de respostas.
Miguel foi visto pela última vez na noite da sexta-feira, 9 de maio, quando saiu de casa afirmando que faria um frete. De acordo com a filha mais nova, Isabely da Silva Salim, pouco depois da meia-noite daquele mesmo dia ele enviou uma mensagem relatando que seguiria até o estado de Santa Catarina para buscar um caminhão. No sábado, comunicou que havia chegado ao destino. No domingo, avisou que retornaria apenas na segunda-feira, pois a transferência do veículo ainda não havia sido concluída.
A última mensagem recebida pela família foi no dia 12 de maio, uma segunda-feira, quando Miguel disse que havia conseguido um frete para São Paulo. Desde então, o telefone dele está desligado e não houve mais nenhum tipo de contato.
Dias depois do desaparecimento, a caminhonete utilizada por Miguel foi localizada em Jaguariaíva, abandonada e destrancada na Rua João Cava, próximo a uma escola. O achado aumentou ainda mais a apreensão dos familiares, que até hoje não sabem como o veículo retornou à cidade nem quem o deixou no local, ou se ele chegou a sair.
Em entrevista à reportagem da Folha nesta terça-feira (26), Isabely relatou a dor de viver tanto tempo sem notícias do pai. “Não recebemos nenhuma informação dele ainda”, contou a jovem.
A família reforça o apelo para que qualquer pessoa que tenha informações, mesmo que pareçam pequenas, entre em contato com as autoridades. Informações podem ser repassadas à Polícia Militar, pelo telefone 190, ou à Delegacia de Polícia Civil de Jaguariaíva, pelo número (43) 3535-6721.