
DA REDAÇÃO – FOLHA EXTRA
Jaguariaíva - O inverno de 2025 chegou com força ao Paraná e já está causando prejuízos significativos no campo — especialmente em Jaguariaíva e municípios vizinhos dos Campos Gerais e também do Norte Pioneiro. Na última semana, a cidade registrou temperaturas de até -2,3°C, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As geadas severas atingiram lavouras de milho, trigo, hortaliças e pastagens, preocupando produtores rurais e cooperativas locais.
A combinação de frio intenso, ventos e baixa umidade também favoreceu a ocorrência da geada negra — um fenômeno raro e extremamente destrutivo que compromete a planta por dentro, congelando a seiva e levando à morte total da vegetação. Técnicos alertam que há risco de novos episódios nas áreas mais altas da região, como ocorre em localidades rurais próximas à Serra das Mortes.
Produtores de Jaguariaíva já relatam perdas em lavouras de milho em estágio vulnerável e prejuízos em áreas de trigo cultivadas em altitudes mais elevadas. A produção de hortaliças também foi afetada, principalmente em propriedades que não contam com sistemas de proteção térmica. Cooperativas locais estão mapeando os danos e devem divulgar relatórios com estimativas de perdas nos próximos dias.

A geada branca é mais comum e ocorre quando o orvalho congela sobre folhas e superfícies expostas. Ela danifica a parte externa das plantas, mas em muitos casos permite recuperação parcial.
Já a geada negra acontece quando o frio intenso, somado ao vento e à baixa umidade, congela a seiva das plantas internamente. O aspecto visual é de folhas escurecidas, como se estivessem queimadas por dentro. O fenômeno é menos comum, mas muito mais agressivo — e foi observado em regiões de Palmas, General Carneiro e, agora, também em áreas de Jaguariaíva.
Para reduzir os impactos das geadas em Jaguariaíva e região, os especialistas recomendam práticas como:
Cobertura de plantas: uso de lonas, mantas térmicas ou plásticos agrícolas sobre culturas mais sensíveis ao frio;
Irrigação ao amanhecer: aplicar água nas primeiras horas da manhã ajuda a impedir o congelamento direto das folhas;
Escolha de variedades resistentes: optar por culturas adaptadas ao clima frio e à altitude local;
Monitoramento do clima: acompanhar os boletins meteorológicos do Simepar e do IDR-Paraná, que oferecem previsões precisas para a região;
Nutrição adequada: manter o solo e as plantas bem nutridos fortalece a resistência ao estresse térmico.