
Nesta quinta-feira (22), a Patrulha Maria da Penha do Segundo Batalhão da Polícia Militar (PM) participou de uma passeata organizada pelo Conselho da Comunidade da Comarca de Carlópolis para promover a conscientização sobre a violência doméstica.
O evento, promovido com a iniciativa de proteger e combater a violência doméstica e o feminicídio, contou com a presença de cerca de diversos moradores de Carlópolis que se uniram nesta causa, promovendo o combate à violência contra a mulher.
Durante o evento, cerca de 250 pessoas se uniram na passeata pelas ruas da cidade, incluindo representantes do Conselho Municipal dos Direitos a Mulherdo Conselho Tutelar, dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), além de assistentes sociais e membros das Secretarias Municipais de Cultura, Educação e Saúde.
Também participaram instituições educacionais e jurídicas, como o Colégio Cívico Militar Prof. Hercília de Paula e Silva, o Colégio Estadual Carolina Lupion, o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Durante o evento, a Sargento Patrícia, do 2º BPM, recebeu uma homenagem dos alunos locais em reconhecimento ao seu trabalho destacado contra a violência doméstica em Carlópolis.
Estudantes que participaram da passeata, carregavam banners com frases inspiradoras, pedindo “Paz em Casa”, “Diga não à Violência Doméstica”, falando sobre os efeitos da violência doméstica e mulheres que possuem histórias impactantes para o movimento.
Entre as mais diversas homenagens produzidas pelos estudantes, foi realizada uma homenagem especial para a Sargento Patrícia, do Segundo Batalhão da Polícia Militar de Carlópolis, em reconhecimento a sua atuação contra a violência doméstica no município.
COMO A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER IMPACTA A SOCIEDADE
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), o Paraná registrou mais de 100 mil boletins de ocorrência contra a mulher e 30 mil de violência doméstica entre os meses de janeiro e maio deste ano.
Estes crimes contra a mulher têm produzido um impacto profundo e multifacetado na sociedade atual. Esses efeitos abrangem várias dimensões, social, econômica e psicológica, e não afetam apenas as vítimas, mas também afetam a comunidade em geral.
As vítimas de violência doméstica frequentemente sofrem de traumas profundos, ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático. O sofrimento emocional e psicológico pode perdurar por anos e influenciar a qualidade de vida das vítimas.
Além disso, crianças que testemunham violência doméstica ou são vítimas de abuso também podem desenvolver problemas emocionais e comportamentais, como agressividade, dificuldades de aprendizado e problemas de relacionamento.
Socialmente, a violência doméstica pode desintegrar famílias, criando um ambiente de insegurança e instabilidade. As vítimas frequentemente enfrentam estigmatização e isolamento, dificultando o acesso ao suporte necessário. Além disso, o impacto econômico é significativo, com custos diretos relacionados ao tratamento médico e psicológico e custos indiretos devido à perda de produtividade e aumento do absenteísmo no trabalho.