
Uma aluna da Universidade do Norte do Paraná (UENP) foi expulsa da instituição após um processo administrativo disciplinar concluir que havia irregularidades na forma como a matricula foi realizada. A jovem não se encaixava na categoria na qual se autodeclarou no ato do vestibular.
Conforme apontam as informações apuradas pelo portal G1 de notícias do Paraná, o caso aconteceu no campus de Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro. A estudante de 22 anos ingressou no curso de Administração por meio do vestibular exclusivo para povos indígenas se autodeclarando como tal. Porém, no processo administrativo na qual a reportagem que o G1 teve acesso, a jovem cita que começou a estudar na UENP em 11 de julho de 2022.
Quase duas semanas após o inicio das aulas, como diz o documento, três caciques da Terra Indígena de São Jerônimo da Serra, onde a aluna mora denunciaram ao Ministério Publico (MPF) que a moça havia sido aprovada no vestibular de maneira ilícita e estava ocupando uma vaga que por lei não era destinada a ela.
Em justificativa a classificação indevida, a mulher argumenta que se considera indígena pelo simples fato de ser casada com um e residir em uma aldeia. A universidade ainda não pronunciou oficialmente sobre o caso.