
O suposto afastamento de um padre do município de Wenceslau Braz gerou polêmica entre fiéis e população da região do Norte Pioneiro. O caso veio a tona na última quarta-feira (09) e a Diocese de Jacarezinho se pronunciou por meio de nota oficial na quinta-feira (10).
Tudo começou após circularem nas redes sociais e rodas de conversas a informação de que o padre Carlos Eduardo Casprov havia sido afastado de suas funções na Paróquia São José, em Wenceslau Braz, por ter abençoado um grupo de manifestantes que protestava na PR-092 no início da semana passada.
Conforme as informações que circularam principalmente em grupos do Whatsapp, o padre teria sido afastado e não poderia celebrar missas durante 30 dias. Além disso, houve boatos de que ele teria que pagar uma multa e ficaria sem salário. As informações revoltaram a população, principalmente os fiéis da Igreja.
Após a notícia viralizar e tomar grandes proporções, na noite desta quinta-feira o Bispo Dom Antônio Braz, da Diocese de Jacarezinho, emitiu uma nota oficial para esclarecer os fatos.
O documento começa afirmando que o Padre Carlos Eduardo Casprov não é objeto de nenhum processo judicial canônico ou administrativo por parte da Diocese. Com isso, ele não recebeu nenhuma pena canônica medicinal ou expiatória.
Em seguida, a nota explica que, em nenhum momento, o padre foi suspenso ou teve o direito revogado do uso de suas ordens ou de sua faculdade de atender confissões.
Ainda segundo o documento, em abril deste ano o padre Carlos Eduardo havia sido advertido por realizar ato parecido em uma situação registrada no mês de março. Em novembro deste ano, foi encaminhado um decreto de repreensão e admoestação para que o padre tivesse prudência em seus atos e não voltasse a realizar situações desta natureza.
Na época em que ocorreram os fatos, a nota explica que o padre Carlos Eduardo sofreu uma penitência e teve de se recolher para um tempo de meditação espiritual. Com isso, outro sacerdote foi designado para atender suas funções paroquiais.
O documento ainda nega que o padre tenha sido punido com uma multa, pois se quer houve processo judicial penal ou administrativo. De acordo com a Diocese, foi solicitado que o padre Carlos Eduardo realizasse uma obra de caridade enviando uma doação ao fundo diocesano de caridade, o que teria sido acolhido pelo próprio padre.
A nota ainda diz que, devido a situação e repercussão dos fatos, o padre não se encontra em situação de seguir o período de retiro e recolhimento espiritual e, com isso, deve voltar as suas atividades inerentes ao seu ofício de pároco e o recolhimento será realizado em tempo oportuno.
Por fim, a nota assinada pelo Bispo Dom Antônio Braz diz que a intenção das medidas não é causar conflitos entre os fiéis ou dos fiéis com os pastores legítimos da igreja, lembrando que, acima das disputas e contendas deste mundo, deve estar em primeiro lugar a Igreja e a salvação das almas.