
DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
Pais e familiares de alunos se reuniram na manhã desta segunda-feira (28) em frente a uma escola municipal de Curitiba para cobrar respostas após denúncias de possível violência sexual envolvendo crianças que frequentam a unidade. A mobilização teve acompanhamento da Guarda Municipal e da Polícia Militar do Paraná (PMPR).
Segundo os familiares, diferentes crianças teriam apresentado relatos que levantaram suspeitas sobre situações ocorridas durante o período em que estavam na escola. Pelo menos um dos casos foi registrado oficialmente e está sendo analisado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).
O caso consta em um Boletim de Ocorrência registrado pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) na sexta-feira (25).
Conforme as informações apresentadas, a mãe de uma criança de 4 anos procurou o Conselho Tutelar após o filho reclamar de dores e apresentar uma lesão na região anal.
Um tio da criança afirmou, em entrevista à Banda B, que o menino chegou em casa reclamando de dores e foi levado pela família para atendimento e exames.
“Ele chegou sexta-feira em casa reclamando de dores. Minha cunhada perguntou o que tinha acontecido e, quando foi verificar, percebeu que havia algo errado. Naquele mesmo momento, ela procurou atendimento”, relatou.
O familiar sustenta que os exames indicariam a ocorrência de abuso e afirma acreditar que o episódio aconteceu na escola. A Polícia Civil, no entanto, informou que ainda aguarda os resultados dos exames periciais e não confirmou as circunstâncias relatadas pela família.
Durante a manifestação, familiares disseram que outros pais passaram a compartilhar relatos envolvendo crianças da mesma unidade depois que o primeiro caso veio à tona.
Um deles, que até aquele momento não havia registrado Boletim de Ocorrência, contou que o filho, também de 4 anos, relatou ter saído da escola durante o horário de funcionamento.
Segundo o pai, inicialmente a família considerou a possibilidade de o relato ser fruto da imaginação da criança. A preocupação aumentou depois que outros responsáveis começaram a conversar entre si.
“Como ele é pequeno, tem 4 anos, não consegue explicar os detalhes. A gente até pensou que pudesse ser coisa da cabeça dele, mas vários pais começaram a se comunicar. Fomos juntando uma história com a outra e percebemos relatos parecidos”, afirmou à Banda B.
As declarações das famílias ainda são objeto de apuração e, até o momento, não há confirmação oficial de que os diferentes relatos estejam relacionados.
Em nota encaminhada à Banda B, a Polícia Civil do Paraná informou que analisa as informações registradas no Boletim de Ocorrência.
“A investigação solicitou a realização de exames periciais na criança e aguarda os resultados”, informou a PCPR.
Os laudos deverão auxiliar os investigadores a esclarecer as circunstâncias do caso e definir os próximos passos da apuração.
A Secretaria Municipal da Educação (SME) de Curitiba informou que acompanha “com máxima atenção” a denúncia envolvendo a Escola Municipal Rita Anna de Cássia, no bairro Cajuru.
Segundo a pasta, assim que tomou conhecimento da situação, foram adotados os protocolos previstos para suspeitas de violência, incluindo acolhimento e orientação à família, suporte à comunidade escolar e comunicação aos órgãos responsáveis pela investigação.
A Secretaria informou ainda que, na sexta-feira, a família foi orientada pela direção da escola a procurar atendimento especializado no Hospital Pequeno Príncipe. Posteriormente, o caso foi encaminhado ao Nucria.
Na segunda-feira, diante da manifestação de familiares e moradores, a Guarda Municipal acompanhou a movimentação para garantir a segurança dos estudantes, profissionais e famílias e preservar o funcionamento da unidade.
A SME ressaltou que a apuração cabe às autoridades policiais e afirmou que colabora com a investigação. Caso sejam identificadas responsabilidades, a Secretaria informou que adotará as medidas cabíveis dentro de suas competências.
Por envolver crianças e uma investigação em andamento, informações que possam permitir a identificação das vítimas são preservadas.
Com informações do Portal Banda B.