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BAILE REGIONAL DA TERCEIRA IDADE

GRUPO DE DANÇA GAÚCHA DE SALÃO ALMA CAMPEIRA

Por: DAVI MARTINS Fonte: Por Flávio Mello - Colunista da Folha
25/09/2026 às 15h43
BAILE REGIONAL DA TERCEIRA IDADE
Foto: Flávio Mello

Por Flávio Mello

Secretário Municipal de Cultura
@flaviomelloescritor

Há domingos que passam como qualquer outro. E há domingos que ficam guardados na memória. Este último foi um desses dias que a gente leva consigo, não apenas pelas fotografias ou pelos momentos registrados, mas principalmente pelo sentimento de ter vivido algo bonito ao lado de pessoas especiais.

Tive o privilégio de passar um domingo muito agradável com meus amigos do grupo de dança gaúcha de salão Alma Campeira, participando do Baile Regional da Terceira Idade, realizado no salão de eventos da APAE. Um encontro que reuniu representantes de 14 municípios e transformou aquele espaço em um grande salão de celebração, amizade, música e dança.

À frente desse trabalho está a nossa querida Rosivane Canedo, presidente do grupo, ao lado do Emerson Alan Pimentel e da Bianca Pereira. Os três, além de amigos, são os professores de dança gaúcha de salão do Grupo Alma Campeira, desenvolvendo um trabalho em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura.

Para mim, ao longo de um mandato e meio, é motivo de muito orgulho poder caminhar ao lado dessas pessoas e tê-las como parceiras na construção das políticas culturais do nosso município. A cultura não acontece apenas nos grandes eventos. Ela acontece também no encontro, na convivência, na disciplina, no aprendizado e, principalmente, naquilo que consegue aproximar as pessoas.

E foi exatamente isso que vi naquele domingo.

O salão estava cheio. Famílias inteiras, crianças, adolescentes, idosos e apaixonados pela tradição gaúcha compartilhavam o mesmo espaço. A música tomava conta do ambiente, os pares ocupavam a pista e a dança parecia costurar histórias diferentes em um único momento.

A Banda Garotos do Sul, de Castro, fez uma apresentação maravilhosa e ajudou a transformar o baile em uma grande festa. E, naquele clima, celebrar o Dia do Gaúcho ganhou um significado ainda mais especial.

Eu olhava para aquele salão e pensava no quanto vale a pena investir em cultura. Porque quando a cultura acontece de verdade, ela não fica presa a um palco. Ela circula. Ela aproxima. Ela cria vínculos. Ela faz com que pessoas de diferentes idades e lugares se encontrem para celebrar aquilo que têm em comum.

Também tive a alegria de compartilhar esse momento com o vice-prefeito Paulo Leite. Estarmos ali, juntos, prestigiando o trabalho desenvolvido pelo Alma Campeira, foi mais uma demonstração de que a cultura pode e deve ocupar todos os espaços da nossa cidade.

Tenho muito orgulho do Alma Campeira. Orgulho da história construída, do trabalho desenvolvido há tantos anos e, principalmente, da capacidade que o grupo tem de manter viva uma tradição sem deixar de olhar para as novas gerações.

Ver crianças e adolescentes dançando ao lado dos mais experientes foi uma das imagens mais bonitas daquele domingo. É assim que uma tradição permanece viva: quando encontra quem a ensine, quem a pratique e quem tenha vontade de continuar.

No fim, voltei para casa com aquela sensação boa de quem passou um domingo realmente gostoso. Um domingo de música, dança, amizade e cultura.

E talvez seja justamente isso que a cultura nos ensina: que alguns dos melhores momentos da vida não precisam de grandes discursos. Às vezes, basta um salão cheio, uma boa música, um par de dança e pessoas felizes para lembrar que vale a pena continuar acreditando.

A cultura vive. E, naquele domingo, ela dançou.

Flávio Mello é escritor, músico e gestor cultural paulistano, com obra marcada por lirismo urbano, crítica social e escuta sensível. Após um acidente na juventude, encontrou na literatura um caminho de reconstrução e expressão profunda. Estabelecido em Siqueira Campos (PR), transformou a cena cultural local por meio de projetos, festivais e políticas públicas, sendo amplamente reconhecido por seu impacto regional. Sua escrita transita entre o realismo brutal e a poesia do cotidiano, abordando temas como infância, fé, masculinidade e resistência. É membro de academias literárias e segue criando, também na música, com um projeto de doom metal filosófico.

FLÁVIO MELLO
FLÁVIO MELLO
Flávio Mello é escritor, músico e gestor cultural paulistano, com obra marcada por lirismo urbano, crítica social e escuta sensível. Após um acidente na juventude, encontrou na literatura um caminho de reconstrução e expressão profunda. Estabelecido em Siqueira Campos (PR), transformou a cena cultural local por meio de projetos, festivais e políticas públicas, sendo amplamente reconhecido por seu impacto regional. Sua escrita transita entre o realismo brutal e a poesia do cotidiano, abordando temas como infância, fé, masculinidade e resistência. É membro de academias literárias e segue criando, também na música, com um projeto de doom metal filosófico.
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