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Greve da Caixa fecha agências nos Campos Gerais

Paralisação por tempo indeterminado começou nesta quinta-feira (10), após trabalhadores rejeitarem proposta para renovação do acordo coletivo; agências de Castro e Carambeí foram fechadas

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
10/09/2026 às 15h05
Greve da Caixa fecha agências nos Campos Gerais
Agência em Carambeí. Foto: Emerson Teixeira

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

A greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal fechou agências nos municípios de Castro e Carambeí, nos Campos Gerais, nesta quinta-feira (10). A paralisação ocorre por tempo indeterminado e deve continuar até que novas assembleias analisem eventuais avanços nas negociações com o banco.

O movimento foi iniciado em todo o país após os funcionários rejeitarem a proposta apresentada pela Caixa para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que estabelece condições específicas para os empregados da instituição.

Representantes dos trabalhadores e do banco retomaram as negociações em São Paulo na quarta-feira (9), mas a reunião não impediu o início da greve, que já havia sido aprovado pela categoria. Uma nova rodada de conversas foi marcada para a manhã desta quinta-feira, quando a Caixa se comprometeu a apresentar uma nova proposta.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), mais de 90% das bases sindicais participantes das assembleias rejeitaram as condições oferecidas pelo banco.

Para a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), Luiza Hansen, o resultado demonstrou uma insatisfação generalizada entre os funcionários e reforçou a necessidade de avanços nas negociações.

Entre os principais pontos de divergência está o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos trabalhadores. A categoria também cobra respostas para outras reivindicações apresentadas ao banco desde junho.

Negociação foi retomada antes da greve

Na terça-feira (8), a Caixa encaminhou um ofício à Contraf-CUT convocando a entidade para uma reunião na quarta-feira. A confederação representa os empregados nas discussões específicas com o banco.

Apesar da retomada das conversas, nenhuma nova proposta foi formalizada a tempo de suspender a paralisação. Conforme a CEE/Caixa, a greve permanecerá até que os resultados das próximas negociações sejam submetidos a novas assembleias.

Enquanto a Caixa enfrenta uma paralisação de alcance nacional, empregados do Banco do Brasil também realizam mobilizações, mas de forma parcial e restrita a algumas bases sindicais.

Categoria assinou convenção geral

A greve ocorre no mesmo período em que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e representantes dos bancários assinaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. O acordo foi firmado na quarta-feira, em São Paulo, e estabelece regras gerais para os trabalhadores do setor bancário.

A convenção prevê a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de aumento real de 0,6% nos próximos dois anos. O reajuste também será aplicado ao vale-alimentação, vale-refeição, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e outros auxílios.

O texto ainda inclui medidas de proteção à saúde mental e de combate ao assédio no ambiente de trabalho. Também estabelece o direito à desconexão fora do expediente e prevê maior transparência e limites para o monitoramento digital dos funcionários.

A convenção cria ainda um programa de qualificação e recolocação profissional e amplia a indenização destinada aos trabalhadores de bancos privados demitidos em razão do fechamento de agências.

Apesar da assinatura da convenção geral, os empregados da Caixa mantiveram a greve porque o ACT específico da instituição ainda não foi aprovado.

Com informações de Página Um News.