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Moro debocha de “locutor de rodeio” e recebe resposta de Marco Brasil: “Não sou traidor”

Secretário rebate fala do senador sobre sua trajetória como locutor de rodeio, defende experiência à frente da pasta e relembra rompimento de Moro com Jair Bolsonaro

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
09/09/2026 às 13h21
Moro debocha de “locutor de rodeio” e recebe resposta de Marco Brasil: “Não sou traidor”
Após Moro ironizar a escolha de um “locutor de rodeio” para comandar a pasta, Marco respondeu em vídeo. Foto: Divulgação

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

Uma declaração do senador e pré-candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro (PL), provocou uma reação direta do secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Marco Brasil (PSD). Após Moro ironizar a escolha de um “locutor de rodeio” para comandar a pasta, Marco respondeu em vídeo, defendeu sua trajetória profissional, destacou resultados de sua gestão e elevou o tom do embate ao resgatar o rompimento do senador com o ex-presidente Jair Bolsonaro, episódio que chamou de “traição”.

“Uma coisa eu vou te falar: eu tenho muitas virtudes, mas um defeito que eu não tenho é ser traidor"

“Jamais, por exemplo, nomearia um locutor de rodeio, nada contra locutor de rodeios, mas para a Secretaria de Indústria e Comércio, como foi feito no atual governo”, afirmou Moro em uma transmissão ao vivo.

O vídeo foi reproduzido por Marco Brasil em sua publicação, e a resposta veio em tom direto. “Eu vi que você debochou, desdenhou porque o governador colocou um locutor de rodeio na frente da Secretaria da Indústria e Comércio. Colocou mesmo. E eu tenho muito orgulho de ter sido eu o escolhido”, rebateu.

Marco Brasil transformou justamente sua carreira nos rodeios, usada na crítica de Moro, no principal argumento de sua resposta. Segundo o secretário, foram cerca de 30 anos percorrendo o Paraná e mantendo contato com diferentes setores da sociedade. “Esse locutor andou por esse chão. Por esse chão do Paraná”, declarou.

Ele citou que conversou muito com produtores rurais, empresários, agricultores, caminhoneiros, comerciantes e trabalhadores, e afirmou que essa experiência veio antes de ocupar cargos públicos.

Marco também lembrou outras passagens de seu currículo, afirmando ter atuado como policial rodoviário, empresário e agricultor, além de ter estudado Direito e Gestão Pública e passado pela Câmara dos Deputados antes de chegar ao secretariado estadual.

O atual secretário assumiu a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços em 2025. Sua trajetória como locutor de rodeios é uma das marcas de sua carreira pública.

No vídeo, Marco ainda atribuiu à área responsável pela atração de investimentos, em 2025, mais de R$ 15 bilhões em investimentos e aproximadamente 13,5 mil empregos previstos.

A resposta, porém, não ficou restrita à isso. Marco Brasil elevou o tom ao trazer para o confronto a relação entre Moro e Jair Bolsonaro.

O secretário lembrou que Moro foi ministro da Justiça no governo Bolsonaro e posteriormente rompeu com o então presidente. Anos depois, durante o segundo turno da eleição presidencial de 2022, Moro voltou a apoiar Bolsonaro.

“Uma coisa eu vou te falar: eu tenho muitas virtudes, mas um defeito que eu não tenho é ser traidor. Eu não viro as costas para quem confia em mim”, disparou Marco.

"Para você, eu não tiro meu chapéu”

O histórico da relação entre Moro e Bolsonaro voltou recentemente ao centro do debate dentro da própria direita. Em entrevista divulgada nos últimos dias, o deputado federal Nikolas Ferreira afirmou que Moro “traiu Jair Bolsonaro” ao questionar apoios políticos ao senador. Marco utilizou justamente o trecho da declaração de Nikolas em seu vídeo.

Na parte final, Marco Brasil intensificou a resposta e afirmou que cargos e eleições são passageiros, enquanto a palavra e a trajetória permanecem.

“Cargo passa, eleição passa e o poder passa. Mas a palavra de um homem, a história de um homem fica”, declarou.

O secretário encerrou recorrendo às próprias origens e a uma frase que elevou o tom de todo o vídeo.

“Minha avó me ensinou uma coisa muito simples: palavra dada vale mais que papel assinado. Para você, eu não tiro meu chapéu”, disparou.
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