Doze policiais são afastados em operação do Gaeco em Wenceslau Braz, Siqueira Campos, Jaguariaíva e outras oito cidades da região

Operação Via Pix, que investiga possíveis crimes praticados por policiais rodoviários estaduais nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro do Paraná

Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação com Assessoria
13/08/2026 às 14h00
Doze policiais são afastados em operação do Gaeco em Wenceslau Braz, Siqueira Campos, Jaguariaíva e outras oito cidades da região
Foto: Divulgação.

Redação - Folha Extra

PARANÁ - O Núcleo de Ponta Grossa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar, deflagrou na manhã desta quinta-feira (13) a segunda fase da Operação Via Pix, que investiga possíveis crimes praticados por policiais rodoviários estaduais nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro do Paraná.

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A operação resultou no cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, além do afastamento cautelar de 12 policiais rodoviários estaduais de suas funções operacionais. As medidas foram autorizadas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual.

As ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de Ponta Grossa, Castro, Jaguariaíva, Ibaiti, Arapoti, Wenceslau Braz, Guarapuava, Joaquim Távora, Curiúva, Sengés e Guapirama. Durante o cumprimento dos mandados, cinco pessoas foram presas em flagrante. Quatro delas responderão por posse irregular de armas e munições, enquanto uma foi detida por suspeita de obstrução da Justiça.

Segundo o Ministério Público, as investigações tiveram início em março de 2025. Na primeira fase da Operação Via Pix, realizada em outubro do mesmo ano, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e determinado o afastamento de sete policiais rodoviários estaduais.

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De acordo com as apurações, há indícios de que policiais investigados integrariam uma organização criminosa que mantinha acordos com empresários dos setores de transporte de cargas e de madeira. Conforme a investigação, os empresários realizariam pagamentos periódicos aos agentes públicos para evitar fiscalizações em rodovias estaduais.

O Gaeco também apura suspeitas de recebimento de vantagens indevidas para adulteração de informações em boletins de ocorrência relacionados a acidentes de trânsito. As alterações teriam como objetivo beneficiar empresas perante o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) e companhias seguradoras.

Nesta segunda fase, os investigadores buscam reunir novas provas sobre a participação de outros policiais e empresários no suposto esquema, ampliando o alcance das apurações iniciadas no ano passado.

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Paralelamente, o Gaeco cumpriu três mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara de Garantias de Jaguariaíva em residências de três investigados no município. A ação tem como foco a desarticulação de um esquema de tráfico de drogas identificado a partir das investigações da primeira fase da Operação Via Pix. Conforme o Ministério Público, o grupo contaria com o acobertamento de um dos policiais rodoviários estaduais investigados no caso principal.