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TSE julga nesta quinta-feira futuro de Deltan Dallagnol no Senado

Eleito com mais de 2,9 milhões de votos no Paraná, ex-procurador aguarda decisão definitiva sobre registro da candidatura e permanência na vaga

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO - DAVI MARTINS
07/10/2026 às 14h34
TSE julga nesta quinta-feira futuro de Deltan Dallagnol no Senado
Ele recebeu 2.904.594 votos nas eleições de domingo (04) e terminou como o segundo candidato mais votado para o cargo no Paraná. Foto: Assessoria

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve analisar nesta quinta-feira (08) o processo que pode definir a situação de Deltan Dallagnol (Novo) no Senado. Ele recebeu 2.904.594 votos nas eleições de domingo (04) e terminou como o segundo candidato mais votado para o cargo no Paraná, garantindo uma das duas vagas em disputa.

O resultado divulgado oficialmente pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) aponta Filipe Barros (PL) e Dallagnol como os senadores eleitos pelo Estado.

A situação jurídica de Dallagnol, entretanto, chegou ao dia da votação em meio a uma disputa sobre o registro da candidatura. O caso será analisado pelo plenário do TSE.

Decisões às vésperas da eleição

Na véspera da votação, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia determinado o indeferimento do registro. Como as urnas já estavam preparadas, nome e número de Dallagnol permaneceram disponíveis aos eleitores.

No domingo, os efeitos da decisão individual foram suspensos, permitindo que os votos atribuídos ao candidato fossem contabilizados. Agora, a controvérsia deverá ser submetida ao plenário.

Caso remonta às eleições de 2022

A discussão jurídica tem origem na candidatura de Dallagnol a deputado federal em 2022. Em maio de 2023, o TSE decidiu, por unanimidade, cassar seu registro.

Na ocasião, o Tribunal considerou a exoneração de Dallagnol do Ministério Público Federal, ocorrida em 3 de novembro de 2021, e procedimentos que tramitavam no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A controvérsia voltou ao centro das eleições de 2026 com a candidatura ao Senado.

O TRE-PR havia autorizado o registro, mas a questão chegou novamente ao TSE. A defesa sustenta que os procedimentos existentes no CNMP não resultaram em processos administrativos disciplinares e contesta a aplicação da inelegibilidade ao pleito deste ano.

Dallagnol diz confiar no julgamento

Em manifestação divulgada pela defesa, Dallagnol afirmou confiar nas instituições e defendeu o respeito aos votos recebidos nas urnas.

A decisão do plenário será determinante para esclarecer definitivamente a situação do registro e seus efeitos sobre a vaga conquistada nas eleições.