Frivatti, Pluma e Primato: Paraná ganha mais três fundos agrícolas de R$ 460 milhões

Governador Ratinho Junior apresentou os novos FIDCs Agro Paraná, que vão mobilizar R$ 460 milhões em crédito para ampliar investimentos no campo, fortalecer cooperativas e modernizar a produção agropecuária

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
05/08/2026 às 16h01
Frivatti, Pluma e Primato: Paraná ganha mais três fundos agrícolas de R$ 460 milhões
“É uma forma de fazer a nossa agricultura crescer, gerar mais renda e estimular novos investimentos e indústrias no Estado”, disse Ratinho Junior. Foto: Assessoria

DA REDAÇÃO/ASSESSORIA - FOLHA EXTRA

Produtores rurais do Paraná terão mais uma alternativa para financiar investimentos em suas propriedades com juros competitivos e menos dependência das linhas tradicionais do Plano Safra. O governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou nesta quarta-feira (5) três novos fundos do Fundos de Investimento em Direitos Creditórios do Agronegócio (FIDC Agro Paraná), modelo inédito de crédito criado pelo Governo do Estado.

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Os novos fundos vão mobilizar R$ 460 milhões para financiar investimentos da Frivatti Industrial, Pluma Agroavícola e Primato Cooperativa Agroindustrial, junto aos respectivos produtores cooperados e integrados, fortalecendo a modernização do agronegócio.

"São três novos fundos de investimento, quase meio bilhão de reais para novos aviários, granjas, indústrias e para industrializar a produção feita pelos agricultores, com juros muito mais baixos do que os praticados no mercado", destacou o governador.

Os novos FIDCs foram selecionados por meio do segundo edital do programa, lançado pela Fomento Paraná, que coordena a estruturação dos fundos, em 2025. Do total previsto para os três fundos, R$ 90 milhões serão aportados pela Fomento, instituição financeira estadual, como cotista sênior, enquanto o restante dos recursos será viabilizado pelos parceiros privados.

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Ao apresentar os novos fundos, Ratinho Junior explicou que o objetivo é ampliar o acesso dos produtores rurais a crédito com juros mais baixos para expandir a produção e agregar valor ao agronegócio paranaense. "São três novos fundos de investimento, quase meio bilhão de reais para novos aviários, granjas, indústrias e para industrializar a produção feita pelos agricultores, com juros muito mais baixos do que os praticados no mercado. Foi uma ideia que surgiu para que o Estado fosse parceiro das cooperativas, colocando recursos para reduzir os juros e permitir que os produtores ampliem a produção”, disse.

O governador ressaltou que a iniciativa já vem contribuindo para impulsionar novos empreendimentos e fortalecer a economia do Estado. "Esse modelo já movimenta muito investimento para os pequenos agricultores do Paraná. É uma forma de fazer a nossa agricultura crescer, gerar mais renda e estimular novos investimentos e indústrias no Estado”, acrescentou.

Criado para ampliar a oferta de crédito para investimentos no campo, o FIDC Agro Paraná funciona como uma alternativa complementar às linhas tradicionais do Plano Safra. O modelo permite financiar projetos de longo prazo, como construção e ampliação de aviários e granjas, implantação de sistemas de irrigação, aquisição de máquinas e equipamentos, construção de estruturas de armazenagem e modernização de agroindústrias, com taxas de juros próximas às praticadas no crédito rural federal.

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Na prática, o produtor acessa os recursos por meio da cooperativa ou agroindústria da qual faz parte. As empresas estruturam os projetos e fazem a ponte com o fundo, enquanto a Fomento Paraná coordena a estruturação financeira dos FIDCs, atraindo investidores e garantindo a viabilidade do modelo. Dessa forma, o Estado amplia a oferta de crédito para investimentos produtivos sem depender exclusivamente dos recursos federais.

Segundo o diretor-presidente da Fomento Paraná, Claudio Stabile, o modelo criado pelo Estado amplia as alternativas de financiamento para o agronegócio. “O Paraná é o único estado que conseguiu criar um FIDC voltado ao agronegócio. Esse modelo amplia as alternativas de crédito para o produtor, com juros mais baixos, e ajuda a manter a economia em crescimento. Somando a primeira e a segunda etapa do programa, a expectativa é ultrapassar R$ 3 bilhões em investimentos, gerando emprego, renda e desenvolvimento para o Estado”, detalhou.

Além dos três fundos apresentados nesta quinta-feira, outros sete projetos seguem em análise técnica pela Fomento Paraná. A previsão é de que a instituição aporte mais R$ 295 milhões nesses novos FIDCs, que deverão mobilizar investimentos de aproximadamente R$ 1,475 bilhão nos próximos meses.

"O objetivo é sustentar a expansão daquilo que todos nós desejamos, que é o processamento da nossa produção e a agregação de valor. O Estado coloca recursos junto com a iniciativa privada e o mercado para ampliar os investimentos no agronegócio, o desenvolvimento tecnológico e a produtividade no campo paranaense, gerando emprego, renda e tributos”, afirmou.

Já o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, diz que mecanismos como o FIDC Agro Paraná são fundamentais para manter a competitividade da produção rural. "O Paraná tem predominância de pequenas propriedades rurais e é importante oferecer mecanismos que ampliem o acesso ao crédito para esses produtores. Em um cenário de custos elevados e desafios para o setor, iniciativas como essa ajudam a fortalecer as cooperativas, ampliar os investimentos no campo e manter o crescimento da agropecuária paranaense”, disse.

COMO FUNCIONA - O FIDC Agro Paraná é um fundo voltado exclusivamente ao financiamento de investimentos no agronegócio. Diferentemente das linhas de custeio, os recursos não podem ser utilizados para despesas da safra nem para compra de terras.

A Fomento Paraná participa dos fundos como cotista sênior, com participação entre 14% e 20% em cada operação, enquanto cooperativas, agroindústrias e investidores qualificados complementam os recursos necessários para formar o patrimônio de cada FIDC. Com essa estrutura, os produtores conseguem acessar financiamentos de longo prazo, com juros competitivos e menos burocracia para ampliar e modernizar suas propriedades e agroindústrias.

Para o presidente da Primato Cooperativa Agroindustrial, Anderson Léo Sabadin, o novo fundo permitirá que os cooperados ampliem a produção com financiamento de longo prazo e juros mais acessíveis. "O principal benefício é a redução do custo do crédito. O produtor terá acesso a uma linha com juros de cerca de 9% ao ano frente a, prazo de dez anos para pagamento e dois anos de carência. A Primato está em ampliação e, com esse recurso, vamos ampliar a produção de frangos e suínos. É um recurso que chega em um momento importante e permite ampliar a produção com segurança”, analisou.

PRIMEIRO EDITAL

Os novos fundos representam a segunda fase do FIDC Agro Paraná. Na primeira etapa do programa foram estruturados três fundos em parceria com a C.Vale, Seara e Marfrig/BRF, totalizando R$ 1,05 bilhão em investimentos destinados principalmente à ampliação da produção de aves, suínos e peixes, além do aumento da capacidade de processamento da indústria de carnes.

Pouco mais de um ano após o lançamento do programa, esses três fundos já aprovaram 155 operações de financiamento para investimentos no campo. Cerca de R$ 737 milhões já foram contratados e liberados para execução de obras, implantação de estruturas produtivas e aquisição de máquinas e equipamentos. Os fundos também somam patrimônio superior a R$ 1,1 bilhão.