
DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
A formação de um ciclone extratropical de grande intensidade deve provocar uma mudança brusca nas condições do tempo no Sul do Brasil e colocar o Paraná em estado de alerta nos próximos dias. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o sistema poderá evoluir para um ciclone bomba entre sexta-feira (7) e sábado (8), aumentando o risco de tempestades, vendavais, queda de granizo e forte queda nas temperaturas.
O fenômeno começa a se formar nesta quinta-feira (6) sobre países vizinhos e avança em direção ao litoral do Rio Grande do Sul. Conforme os modelos meteorológicos, a rápida intensificação da área de baixa pressão pode caracterizar o chamado ciclone bomba, situação em que a pressão atmosférica cai de forma acelerada, fortalecendo significativamente o sistema e potencializando seus efeitos.
Embora o centro do ciclone permaneça distante do Paraná, a combinação entre o avanço da frente fria e a circulação dos ventos deve provocar instabilidades em todas as regiões do estado.
O Inmet ampliou os avisos meteorológicos e colocou os 399 municípios paranaenses sob alerta para condições severas.
Nesta quarta-feira (5), o estado permanece sob alerta amarelo para tempestades, com previsão de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora, acumulados de até 50 milímetros no dia, rajadas de vento entre 40 km/h e 60 km/h e possibilidade de queda de granizo.
A situação se agrava na quinta-feira (6), quando parte do Paraná passa a integrar um alerta laranja de perigo.
As regiões sul, sudoeste e oeste concentram a maior preocupação. Nessas áreas, o Inmet prevê chuva de até 60 milímetros por hora ou 100 milímetros em 24 horas, além de ventos entre 60 km/h e 100 km/h e risco elevado de granizo.
Na sexta-feira (7), o principal impacto deixa de ser a chuva intensa e passa a ser a força do vento.
Segundo o Inmet, todo o Paraná permanece sob alerta para vendavais. As rajadas devem variar entre 40 km/h e 60 km/h na maior parte do estado, enquanto a faixa leste — que engloba Curitiba, Região Metropolitana e o litoral — poderá registrar ventos entre 60 km/h e 100 km/h.
O órgão alerta para risco de queda de árvores, destelhamento de residências, interrupção no fornecimento de energia elétrica, danos em plantações e dificuldades no trânsito devido à queda de galhos e objetos.
Apesar do nome chamar a atenção, o ciclone bomba não é uma explosão.
Na meteorologia, o termo é utilizado para descrever um ciclone extratropical que sofre uma rápida queda de pressão atmosférica em um curto intervalo de tempo. Essa intensificação faz com que o sistema se fortaleça rapidamente, favorecendo ventos muito intensos, tempestades, mar agitado e mudanças bruscas de temperatura.
Nem todo ciclone extratropical evolui para um ciclone bomba, mas quando isso acontece, os impactos costumam ser mais severos.
A orientação dos órgãos de meteorologia e da Defesa Civil é que a população acompanhe a atualização dos alertas e adote medidas preventivas durante a passagem do sistema.
Entre as recomendações estão evitar permanecer sob árvores durante ventos fortes, não estacionar veículos próximos a estruturas que possam ser derrubadas, recolher objetos soltos em áreas externas e evitar deslocamentos durante temporais intensos.
A expectativa é de que as condições mais críticas ocorram entre quinta-feira e sábado, período em que o avanço da frente fria e o fortalecimento do ciclone deverão provocar mudanças rápidas no tempo em praticamente todo o Paraná, exigindo atenção redobrada da população.