“Entramos em desespero”: família de Ibaiti relata drama após carro furtado se envolver em perseguição e troca de tiros em Wenceslau Braz

Veículo era o único meio de transporte da família e utilizado para levar filho autista às terapias, consultas e à escola

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
26/06/2026 às 16h45 Atualizada em 26/06/2026 às 16h50
“Entramos em desespero”: família de Ibaiti relata drama após carro furtado se envolver em perseguição e troca de tiros em Wenceslau Braz
Carro foi usado pelo criminoso durante a fuga, e teve prejuízos significativos. Foto: Folha Extra

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

IBAITI - O que começou como uma manhã comum de trabalho terminou em desespero para uma família de Ibaiti, no Norte Pioneiro. Proprietários da Parati azul furtada nesta quinta-feira (25) e recuperada horas depois em Wenceslau Braz após uma perseguição policial com troca de tiros, Jonathã Lopes Schinaider e Bruna Leticia Schinaider agora tentam lidar com os prejuízos deixados pelo crime.

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O veículo era o único meio de transporte da família e desempenhava um papel essencial na rotina da casa, principalmente no cuidado com um dos filhos do casal, uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Segundo Jonathã, tudo começou quando ele saiu para almoçar e percebeu que a Parati não estava mais no local onde havia estacionado o veículo.

“No primeiro momento eu pensei que minha esposa tinha ido ao meu serviço e pegado o carro. Fui para casa, mas quando cheguei já notei que o carro não estava lá. Então já fiquei meio preocupado”, relatou.

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A preocupação rapidamente deu lugar ao desespero. “Quando vi que o carro não estava na garagem, entrei em desespero, porque é o carro que usamos para trabalhar, para levar nosso filho autista nas terapias, para a escola”, contou.

Enquanto a Polícia Militar realizava buscas, a família acompanhava cada nova informação com esperança de recuperar o veículo. Mas, conforme as horas passavam, o otimismo começou a desaparecer.

“No começo eu tinha esperança de que o carro seria encontrado, mas com o passar das horas passei a desacreditar”, disse Jonathã.

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A notícia de que o carro havia sido localizado trouxe alívio. Porém, logo em seguida veio um novo choque. Durante a fuga, o suspeito ignorou ordens de parada, trocou tiros com policiais na PR-092 e acabou abandonando o veículo em uma área rural de Wenceslau Braz antes de fugir para uma região de mata.

Quando soube da perseguição, Jonathã imaginou que o cenário seria pior. “Quando o policial falou que teve perseguição, troca de tiros, eu imaginei que o carro estaria em uma situação pior. Nem sei explicar o sentimento quando vi o estado do carro. Uma sensação de impotência”, desabafou.

O casal esteve em Wenceslau Braz para tentar recuperar o veículo, mas encontrou uma cena difícil de esquecer. “Foi tanta luta para deixar do jeito que a gente quer, e vem um cara desse e estraga tudo. A gente trabalha tanto, batalha tanto para conseguir nossas coisas, e vem uma pessoa dessas e rouba o nosso carro”, lamentou.

Segundo Bruna, a Parati era o único veículo da família. “Meu marido quase nem usa o carro. Quem usa mais sou eu. É com ele que levo nosso filho para as terapias, consultas e para a escola. Também tenho uma filha pequena. O carro faz parte da nossa rotina”, explicou.

Além dos danos causados durante a perseguição, o casal acredita que os prejuízos mecânicos podem ser ainda maiores. “Meu marido olhou por baixo do carro e parece que até o motor sofreu danos. Vai ter muita coisa para arrumar”, comentou Bruna.

Apesar da revolta, os dois destacam que o desfecho poderia ter sido ainda mais trágico. “Graças a Deus ninguém da nossa família se machucou. Mas existe o apego com aquilo que a gente conquista trabalhando. Se ele tivesse parado e se entregado, meu carro estaria inteiro”, afirmou Jonathã.

Enquanto tentam recuperar o veículo e voltar à rotina normal, a família segue contabilizando os prejuízos deixados por uma ocorrência que mobilizou equipes policiais, ganhou repercussão regional e mudou completamente a vida deles em questão de horas.

Segundo a família, o documento ainda está no nome do antigo dono do carro, de quem o compraram há cerca de um ano. Por este motivo, o veículo ainda não foi liberado, e continua na Delegacia de Polícia Civil de Wenceslau Braz.