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Ministério Público denuncia dono da Odonto Excellence por mandar matar diretor da própria empresa

Promotoria aponta que Oséias Gomes ordenou o assassinato de José Claiton Leal Machado por medo de perder o controle da rede de franquias; caso agora será analisado pela Justiça

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
18/06/2026 às 14h26
Ministério Público denuncia dono da Odonto Excellence por mandar matar diretor da própria empresa
Oséias Gomes (à esq.) e José Claiton Leal Machado (à dir.) — Foto: Divulgação e cedida pela família

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou à Justiça o empresário Oséias Gomes de Moraes, fundador e CEO da Odonto Excellence, pelo assassinato de José Claiton Leal Machado, ex-diretor da empresa morto em abril de 2022, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

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De acordo com a denúncia, a promotoria concorda com as conclusões da Polícia Civil e sustenta que o empresário foi o mandante do crime. Segundo as investigações, o homicídio teria sido motivado pelo receio de Oséias perder o controle da rede de franquias odontológicas, que possui mais de mil unidades no Brasil e no exterior.

O MP pede que o empresário seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante emboscada, circunstâncias que podem resultar em pena de 12 a 30 anos de prisão. A promotoria também solicita indenização mínima de R$ 1 milhão aos familiares da vítima por danos morais, psicológicos e patrimoniais.

Conforme a denúncia, os conflitos entre Oséias e José Claiton se intensificaram após uma suposta promessa de participação societária que não teria sido cumprida. O Ministério Público afirma ainda que o empresário passou a enxergar o ex-diretor como uma ameaça aos seus interesses empresariais, especialmente durante o processo de divórcio envolvendo sua então esposa, que também era sócia da empresa.

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As investigações apontam que o crime teria sido planejado com a participação de intermediários e executores contratados para realizar a ação. A Polícia Civil afirma ter identificado movimentações financeiras consideradas compatíveis com o custeio da execução do homicídio.

José Claiton, conhecido como "Claus" dentro da empresa, foi morto em 19 de abril de 2022, quando chegava em casa acompanhado da filha. Segundo a polícia, ele foi surpreendido por criminosos que o aguardavam em uma emboscada. A vítima chegou a reagir, mas acabou sendo rendida e assassinada a tiros.

O inquérito foi concluído em 2026 após quatro anos de investigação, que incluiu quebra de sigilos bancários, análise de mensagens e depoimentos de testemunhas. De acordo com a Polícia Civil, familiares relataram que José Claiton havia demonstrado preocupação com sua segurança antes do crime e teria citado Oséias como alguém que poderia desejar sua morte.

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A denúncia agora está sob análise do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que decidirá se aceita a acusação e transforma o empresário em réu no processo criminal.

A defesa de Oséias Gomes nega as acusações e sustenta que a versão apresentada pela investigação não corresponde aos fatos apurados nos autos.

Com informações do portal G1 Paraná.