
Redação - Folha Extra
ESPECIAIS - O mês de junho reserva uma série de fenômenos astronômicos que poderão ser observados em diferentes regiões do Brasil. Entre os destaques estão a tradicional Lua de Morango, um alinhamento visível de planetas, conjunções astronômicas e o solstício de inverno, responsável pela noite mais longa e pelo dia mais curto do ano no Hemisfério Sul.
Um dos eventos mais aguardados ocorre no dia 29 de junho, quando a Lua Cheia atingirá sua fase completa e receberá a denominação popular de Lua de Morango. Apesar do nome, o satélite natural não adquire coloração avermelhada. A expressão tem origem em povos indígenas da América do Norte, que associavam o período à colheita de morangos. Neste ano, o fenômeno também será caracterizado como uma microlua, situação em que a Lua se encontra mais distante da Terra, aparentando tamanho ligeiramente menor no céu.
Outro destaque do calendário astronômico acontece entre os dias 9 e 12 de junho. No dia 9, Vênus e Júpiter, considerados os planetas mais brilhantes observáveis a olho nu, estarão visualmente muito próximos no céu. Poucos dias depois, em 12 de junho, Mercúrio, Vênus e Júpiter formarão um alinhamento aparente, conhecido popularmente como desfile planetário. O fenômeno poderá ser observado logo após o pôr do sol, em direção ao horizonte oeste.
A Lua Nova está prevista para o dia 14 de junho. Nessa fase, a ausência de luminosidade lunar favorece a observação de estrelas, nebulosas e galáxias. O período também é considerado um dos melhores do ano para visualizar a Via Láctea, especialmente em áreas afastadas dos centros urbanos e da poluição luminosa.
Já no dia 21 de junho ocorre o solstício de inverno no Hemisfério Sul, marcando oficialmente o início da estação mais fria do ano. A data corresponde ao dia com menor duração de luz solar e à noite mais longa do calendário. Após o solstício, os dias passam gradualmente a ficar mais longos até a chegada do verão.
Além desses eventos, o céu de junho apresenta condições favoráveis para a observação das constelações de Escorpião e Sagitário, que ganham destaque durante as noites de inverno. A combinação de clima mais seco, menor incidência de nuvens e longos períodos de escuridão transforma o mês em um dos mais propícios para observação astronômica e fotografia do céu noturno.