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THERIANS: Jovens que se identificam como animais explodem nas redes sociais

Especialistas descartam que fenômeno da geração Z seja problema mental e apontam relação com baixa autoestima, busca por pertencimento e influência das plataformas digitais

Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação
26/02/2026 às 15h06
THERIANS: Jovens que se identificam como animais explodem nas redes sociais
Foto: Ilustrativa - https://x.com/Cactua46/

Redação - Folha Extra

COMPORTAMENTO - O fenômeno conhecido como therianthropy voltou a ganhar destaque nas redes sociais, principalmente entre jovens da geração Z, com vídeos que mostram adolescentes se identificando ou se comportando como animais. Muitos publicam conteúdos usando orelhas, caudas e máscaras, imitam movimentos e sons de lobos, gatos, raposas e outras espécies, e compartilham suas experiências com comunidades online.

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O termo “therian” refere-se a pessoas que relatam uma conexão psicológica ou espiritual com um animal específico, chamado theriotype. Diferente de subculturas como os “furries”, que criam personagens antropomórficos por diversão ou expressão artística, os therians afirmam que sua identificação com o animal faz parte de sua percepção interna de identidade, mesmo reconhecendo seu corpo humano.

Pesquisadores em comportamento e cultura digital afirmam que o therianismo não é considerado um transtorno mental. Especialistas ouvidos apontam que o fenômeno se relaciona mais com fatores psicológicos e sociais do que com patologia. Entre esses fatores estão baixa autoestima, dificuldade de integração social, sensação de deslocamento e a busca por pertencimento em comunidades virtuais. As redes sociais, segundo os especialistas, desempenham papel central na amplificação desse comportamento, permitindo que jovens encontrem grupos com interesses semelhantes e obtenham validação e atenção.

Embora a maioria dos therians utilize a identidade como forma de expressão pessoal e pertencimento, profissionais alertam para sinais de alerta, como isolamento social extremo, ansiedade intensa ou comprometimento do cotidiano, quando o comportamento interfere na vida escolar, familiar ou profissional. Nesses casos, o acompanhamento psicológico é recomendado, independentemente da identidade adotada pelo jovem.

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O fenômeno também levanta debates sobre identidade, autoexpressão e a influência das redes sociais na formação da personalidade. Especialistas destacam que a visibilidade do therianismo mostra como as plataformas digitais ampliam experiências alternativas de identidade e criam novos espaços de interação, aprendizado e pertencimento para a geração Z, mesmo quando esses comportamentos parecem inusitados para o público mais amplo.

No Brasil, embora não existam dados estatísticos oficiais sobre a quantidade de pessoas que se identificam como therians, posts relacionados ao tema já somam milhões de visualizações e engajamento nas plataformas, e comentários de usuários brasileiros indicam tentativas de formar grupos e comunidades no país há pelo menos dois anos. Pesquisas jornalísticas destacam que o fenômeno — originado há décadas em fóruns da internet — ganhou maior visibilidade mundial quando conteúdos com esse tema explodiram em visualizações e compartilhamentos nos últimos anos.

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