
Um apelo simples, mas carregado de emoção, tomou conta das redes sociais nos últimos dias e pode resultar em um reencontro familiar aguardado por mais de três décadas. Aos 31 anos, um homem decidiu tornar pública a própria história na tentativa de localizar o pai biológico, conhecido apenas pelo nome de Neysiel, a quem nunca teve a chance de conhecer.
Segundo o relato divulgado em vídeo, o pai desapareceu antes mesmo de seu nascimento. As poucas informações repassadas ao longo dos anos pela mãe indicam que Neysiel teria morado em Curitiba, trabalhado em São Paulo e que seus pais seriam naturais de Telêmaco Borba, nos Campos Gerais.
Na época em que conheceu Neysiel, a mãe trabalhava na vida noturna. O encontro entre os dois teria ocorrido em Ponta Grossa, onde ele atuava como manobrista em hotéis. Por um período, ela chegou a morar com ele em Curitiba, acompanhada do filho mais velho, irmão do autor do apelo.
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Com cerca de 30 dias de vida, o homem foi entregue aos cuidados dos padrinhos, com quem foi criado durante a infância. Apenas anos depois, por volta dos sete anos de idade, voltou a conviver com a mãe. O contato com o pai biológico, no entanto, nunca aconteceu.
O desejo de buscar respostas ganhou ainda mais força após ver o irmão mais velho conhecer o próprio pai. Foi então que ele decidiu expor sua história ao público.
“Eu só queria conhecer a minha história”, disse, emocionado, no vídeo que rapidamente se espalhou pelas redes sociais.
A publicação teve grande repercussão, mobilizando milhares de pessoas e despertando a atenção de quem acompanhava o caso. Dias depois, um avanço inesperado reacendeu a esperança: duas mulheres entraram em contato afirmando serem possíveis irmãs do homem. Segundo elas, o vídeo chegou até a família por meio das redes sociais.
Um detalhe chamou ainda mais atenção: o homem apontado como possível pai mora atualmente em Telêmaco Borba. As mulheres, residentes em Curitiba, chegaram a enviar uma fotografia do suposto pai.
“Quando vi a foto, achei muito parecida comigo. Bateu muita coisa”, contou. Ele também destacou os olhos claros do possível pai, uma característica que sempre levantou questionamentos sobre sua origem.
Desde então, o contato entre as partes tem ocorrido com cautela, respeito e sensibilidade. As supostas irmãs se mostraram receptivas e chegaram a convidá-lo para uma visita, com o objetivo de criar um vínculo antes mesmo da realização de um exame de DNA.
O homem faz questão de deixar claro que nunca teve a intenção de expor ninguém ou causar constrangimentos.
“Não é falta de pai. Eu tive quem me criasse. É sobre entender a minha origem, saber o que aconteceu e conhecer minha família”, explicou.
Ele também revelou o desejo de que o possível pai conheça seu filho.
“Quero momentos. Conversar, passar tempo junto. É isso que eu espero.”
Embora ainda não exista confirmação oficial sobre o parentesco, a expectativa é grande e o sentimento é de esperança.
“A história não acabou ainda. Está bem encaminhada”, afirmou.
A mobilização nas redes segue forte, e cada compartilhamento pode ser decisivo para que essa história tenha, finalmente, um reencontro, e um novo capítulo.