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Servidor é preso após divulgar símbolos nazistas e mensagens de ódio nos Campos Gerais

Em uma de suas publicações, o acusado postou o símbolo da bandeira nazista acompanhado da frase “Vem muita desgraça e morte para todos hahaha”

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO COM DCMAIS
16/01/2026 às 10h32
Servidor é preso após divulgar símbolos nazistas e mensagens de ódio nos Campos Gerais
Funcionário de instituição de ensino segue preso. Foto: Divulgação/TIGRE/PCPR

DA REDAÇÃO/DCMAIS - FOLHA EXTRA

O Ministério Público do Paraná denunciou um servidor público de 45 anos por apologia ao nazismo após a divulgação de símbolos e mensagens associadas ao regime em redes sociais. A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca de Irati, nos Campos Gerais.

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Segundo o MP, o investigado publicou, em ao menos cinco ocasiões, conteúdos com referências diretas ao nazismo entre outubro e dezembro do ano passado. As postagens, feitas em status de aplicativo de mensagens e em redes sociais, incluíam a saudação “Heil Hitler”, a cruz suástica e a bandeira nazista. Em uma das publicações, o símbolo foi acompanhado da frase: “Vem muita desgraça e morte para todos hahaha”.

As condutas foram enquadradas na Lei nº 7.716/1989, que criminaliza a fabricação, comercialização, distribuição ou veiculação de símbolos, emblemas ou propaganda que utilizem a cruz suástica para fins de divulgação do nazismo. A pena prevista é de dois a cinco anos de reclusão.

O denunciado é servidor de uma instituição federal de ensino em Irati. Ele foi preso preventivamente no dia 31 de dezembro e segue detido na Cadeia Pública de Curitiba.

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Relembre o caso

A prisão foi realizada pela Polícia Civil de Irati, com apoio do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (TIGRE). O homem foi localizado na região central de Curitiba após investigação iniciada a partir de denúncias anônimas.

Durante as apurações, a polícia constatou que o servidor é reincidente. Ele possui condenação recente da 1ª Vara Federal de Rio Grande (RS) por fatos semelhantes. Diante da gravidade das condutas e da repetição do crime, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça.

Em nota, o Instituto Federal do Paraná (IFPR) informou que o servidor foi afastado imediatamente de suas funções e que foi instaurado processo administrativo para apuração dos fatos. O acusado permanece à disposição do Judiciário.

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