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Sociedade Esportiva Platinense: Uma das maiores forças do Estado foi um celeiro de craques

Sociedade Esportiva Platinense: Uma das maiores forças do Estado foi um celeiro de craques

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28/06/2018 às 17h47 Atualizada em 28/06/2018 às 20h47
Sociedade Esportiva Platinense: Uma das maiores forças do Estado foi um celeiro de craques

Década de 1950, um período sem igual para o futebol da região do Norte Pioneiro. Nesta época, algumas equipes já faziam história, como o exemplo da forte Esportiva de Jacarezinho e, neste embalo, outras nasciam para conquistar glórias nos gramados.

A data era 25 de maio de 1953. Começa a história de um dos times que, mais tarde, ganharia grande destaque no cenário paranaense, a Sociedade Esportiva Platinense. O clube foi fundado por um grupo de jovens de Santo Antônio da Platina amantes do “Esporte Bretão”, como era chamado o futebol com regras na época.

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Em um tempo onde a maioria das equipes de futebol surgiam por intermédio de grandes fazendeiros, a Platinense, como era carinhosamente chamada pela torcida, sempre foi considerada um time do povo. Aliás, uma galera que teve muitas felicidades vendo a equipe tricolor em campo.

Da esquerda pra direita Claudinei, João Luis, Paulão, Marcão, Beto, Goes. Muninho, Geronil, Márcio Ramos, Léo. Equipe de 1984

Logo no início de sua história, a Platinense já começou a participar do campeonato paranaense, onde foi ganhando a famosa “gordurinha” como se diz no futebol durante as décadas de 1950, 60 e 70. Este fôlego e experiência adquiridos com o tempo não foram em vão e, na década de 1980, o time decolou para o ápice de sua história.

Cinco anos, estes foram os dias mais espetaculares vividos pela equipe de Santo Antônio da Platina. Com um time forte e recheado de craques, entre os anos de 1985 e 1989 a Platinense fez história no campeonato paranaense. Em 85, a equipe ergueu a taça da segunda divisão do campeonato e conquistou o acesso para elite do futebol do Estado, onde iria atuar contra times como Coritiba e Atlético.

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Equipe campeã da 2ª divisão do paranaense de 1985

Apesar de estar em meio aos considerados grandes do Estado, a Platinense não se intimidou e fez bonito para sua torcida, ficando duas vezes entre os cinco primeiros no estadual. Além disso, o clube foi um celeiro de craques, revelando jogadores como Claudinho que jogou no extinto Pinheiros, o ídolo da torcida Marquinhos Ferreira que mais tarde atuou pelo Paraná Clube e foi camisa 10 Coxa Branca, Fabinho que esteve na campanha do primeiro brasileiro do Corinthians e Valdir que, além de jogar no Atlético, chegou a vestir a camisa canarinha.

O estádio José Eleutério da Silva foi palco de vários jogos que trouxeram muitas alegrias a equipe e aos torcedores. Foi desta arquibancada, com capacidade de seis mil pessoas e que na época estava sempre lotado, que a torcida viu no gramado a equipe da Platinense encarar de igual o Coritiba em 1986 em um duelo disputado que acabou com a vitória do tricolor de Santo Antônio da Platina por 2 a 1.

Estádio José Eleutério da Silva, a casa da Platinense

Mesmo com tantas glórias e um amor incondicional de sua torcida, na década de 1990 a gestão do clube não conseguiu formar uma equipe que mante-se a mesma competitividade e a “gordurinha foi acabando” e o time disputou o paranaense pela última vez em 1993. Com isso, nas duas últimas décadas, projetos tentaram reviver a equipe, mas acabaram não dando certo e o time que brilhava e encantava sua torcida acabou desaparecendo, mantendo-se vivo apenas na memória de jogadores e torcedores, onde as glórias deram lugar as saudades.

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