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Polícia Civil inicia operação contra facção criminosa em Jacarezinho

Operação foi iniciada nas primeiras horas desta quinta-feira (10), com o objetivo de cumprir seis mandados de prisão e 15 de busca e apreensão no município

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
10/07/2025 às 10h08 Atualizada em 10/07/2025 às 10h58
Polícia Civil inicia operação contra facção criminosa em Jacarezinho
Operação mira 21 mandados judiciais, entre prisões, buscas e apreensões. Foto: PCPR

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

JACAREZINHO - A Polícia Civil do Paraná (PCPR) iniciou, na manhã desta quinta-feira (10), uma operação de combate ao tráfico de drogas e outros crimes relacionados à atuação de uma facção criminosa no município de Jacarezinho, no Norte Pioneiro. Ao todo, estão sendo cumpridos 21 mandados judiciais, sendo 15 de busca e apreensão e seis de prisão.

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A ação desta manhã é um desdobramento de uma complexa investigação iniciada em fevereiro deste ano com a prisão em flagrante de uma mulher, apontada como liderança local do tráfico de drogas. Vejas imagens da ação aqui.

“A análise técnico-investigativa iniciada após esta prisão revelou uma intrincada rede criminosa com rígida hierarquia e segmentação de tarefas: desde a gestão da contabilidade, passando pela distribuição, cobrança, disciplina interna e até mesmo o julgamento de membros por meio de uma estrutura paralela conhecida como tribunal do crime”, explica o delegado Tristão Borborema, responsável pela investigação.

Os elementos colhidos indicam que a investigada exercia função de comando dentro de uma célula de uma organização criminosa de atuação nacional. Ela atuaria no disciplinamento interno, resolução de conflitos e administração de pontos de tráfico. Conversas interceptadas também demonstraram sua autoridade sobre diversos membros, inclusive indivíduos em privação de liberdade que, mesmo reclusos, prosseguiam na articulação das ações externas do grupo.

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Além da atuação da suspeita, a investigação apurou que o grupo agia em bairros distintos de Jacarezinho, sendo que todos os pontos eram interligados por uma cadeia operacional voltada ao comércio ilícito de entorpecentes, aliciamento de adolescentes e uso da intimidação como forma de garantir silêncio, lealdade e eficiência no cumprimento das diretrizes dos criminosos.

As diligências revelaram a prática de crimes conexos, como a corrupção de menores, a obstrução da Justiça, o ocultamento patrimonial e o reinvestimento de capitais ilícitos. Identificaram-se ainda mecanismos destinados a dificultar a ação policial, como transferências bancárias dissimuladas, uso de perfis falsos em redes sociais e codinomes.