
DA REDAÇÃO – FOLHA EXTRA
WENCESLAU BRAZ – Nesta sexta-feira (27), a Secretaria de Estado de Saúde do Paraná (Sesa) emitiu um alerta sobre o aumento significativo de casos e óbitos provocados pela doença meningocócica, a meningite. De acordo com os dados oficiais da Secretaria, apenas cinco municípios paranaenses registraram óbitos pela doença neste ano e, entre elas, está a cidade de Wenceslau Braz, na região do Norte Pioneiro.
Segundo alerta emitido pela Sesa, o óbito registrado em Wenceslau Braz foi de um idoso de 84 anos, a vítima mais velha da doença neste ano em todo o Estado. Além dele, outros cinco municípios também contabilizaram mortes: Ponta Grossa, com duas vítimas, sendo uma criança de 2 anos e um homem de 59, Curitiba, com um homem de 32 anos, São Jorge D’Oeste, com uma mulher de 48 anos, e Céu Azul, com uma mulher de 49 anos.
Conforme explica o secretário de Estado de Saúde, Beto Preto, a vacinação é a principal forma de prevenir as formas mais graves da doença, e de extrema importância para manter a proteção de todos os paranaenses.
“A vacinação é a principal ferramenta para prevenir as formas mais graves da meningite. Quem passou por isso na família sabe a dificuldade de tratar. Por isso, contamos com todas as famílias do Paraná para darmos essa demonstração de ciência, saúde e vida vacinando as nossas crianças e protegendo ainda mais a população paranaense”, afirmou.
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Além da vacinação, a secretaria orienta que a população adote medidas de prevenção, como manter ambientes bem ventilados, higienizar frequentemente as mãos, evitar aglomerações em locais fechados e não compartilhar objetos de uso pessoal. Também é fundamental que a população esteja atenta aos sintomas da doença — como febre, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez de nuca, confusão mental e erupções cutâneas (petéquias) — e procure imediatamente um serviço de saúde ao primeiro sinal de alerta.
Para os profissionais de saúde, a recomendação é redobrar a atenção para o diagnóstico precoce e adoção imediata de medidas de isolamento e tratamento, além da notificação obrigatória de casos suspeitos ou confirmados em até 24 horas. A Sesa também reforça a necessidade de coleta de amostras clínicas adequadas e a avaliação de contatos com casos suspeitos para possível quimioprofilaxia, conforme diretrizes do Ministério da Saúde.