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Conheça a história das festas Joaninas e as orientações para evitar acidentes

Entre danças, fogueiras e quitutes, festas Joaninas animam a região, mas é bom ficar de olho nos cuidados para ninguém se machucar

Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação
16/06/2025 às 09h49
Conheça a história das festas Joaninas e as orientações para evitar acidentes
Foto: Folha Extra / IA

O mês de junho traz consigo um dos períodos mais coloridos, animados e saborosos do calendário brasileiro: as festas juninas — ou, como eram chamadas antigamente, festas Joaninas. O nome original faz referência a São João Batista, celebrado em 24 de junho, um dos santos mais populares do catolicismo. Com o tempo, a tradição se expandiu, incorporando também as homenagens a Santo Antônio (13 de junho) e São Pedro (29 de junho), tornando-se uma celebração multifacetada da fé, da cultura popular e da vida no campo.

No Norte Pioneiro do Paraná, a tradição das festas Joaninas permanece forte, especialmente nas comunidades do interior e nas paróquias que organizam quermesses e arraiás que reúnem famílias inteiras. É uma época de reencontros, de danças ao redor da fogueira, e de sabores que despertam memórias afetivas. A herança das festas Joaninas ainda é viva na forma como essas celebrações mantêm costumes do passado, reforçando a identidade local com um toque caipira, alegre e acolhedor.

Entre os destaques, está a culinária típica, rica em sabores que aquecem o coração: pamonha, curau, canjica, bolo de milho, arroz-doce, pé de moleque e outras delícias que fazem jus à colheita do milho, símbolo central da temporada. O cheirinho de quentão com especiarias, comum nas noites frias da região, se mistura ao aroma do milho cozido e da pipoca estourando nas barracas.

As vestimentas também são parte essencial do encanto. Vestidos rodados com babados, xadrez em todas as cores, chapéu de palha, trancinhas e remendos no jeans compõem os trajes que enchem os arraiais de cor e tradição. Tudo isso é acompanhado pela dança da quadrilha, que encanta crianças e adultos com músicas, coreografias e o tradicional “casamento na roça”.

Apesar do clima de festa, a segurança deve ser prioridade. Nesta época do ano, o uso de fogueiras e fogos de artifício se intensifica, e com ele o risco de acidentes. O Corpo de Bombeiros do Paraná reforça que, ao montar uma fogueira, é fundamental escolher um local aberto, longe de árvores, postes, fiações elétricas e estruturas inflamáveis. O entorno deve ser limpo de folhas secas e o fogo jamais deve ser aceso com líquidos inflamáveis como álcool ou gasolina. É indicado manter baldes de água, areia ou extintores por perto, e nunca deixar a fogueira sem supervisão.

No caso dos fogos de artifício, o cuidado deve ser ainda maior. Apenas adultos devem manusear os artefatos, e eles devem ser adquiridos em locais autorizados, com o selo de segurança. Fogos devem ser acesos em locais abertos, longe de pessoas, casas e animais. Se algum item falhar, nunca tente reacender. Além disso, o uso desses produtos por pessoas alcoolizadas é extremamente perigoso.

Para quem tem crianças, a atenção deve ser redobrada. Mesmo os estalinhos e bombinhas aparentemente inofensivos podem causar queimaduras e sustos. Os pequenos não devem ficar próximos às fogueiras nem manusear fogos, mesmo sob supervisão. Explicar os riscos de forma lúdica e manter a vigilância constante são atitudes essenciais para garantir a segurança dos menores.

Caso ocorra um acidente com queimadura, o mais importante é agir com calma e de forma correta. A recomendação dos bombeiros é lavar a área afetada com água corrente fria por vários minutos, sem usar sabão. Jamais aplique produtos caseiros, como manteiga, pasta de dente ou óleo — isso pode agravar a lesão. A área deve ser coberta com um pano limpo e úmido, e a vítima deve ser levada imediatamente ao pronto-socorro, especialmente se a queimadura for em áreas sensíveis como rosto, mãos ou pés.

CURIOSIDADE

Nas festas juninas, as fogueiras não são apenas símbolo de celebração, mas também carregam significados religiosos relacionados aos santos homenageados. A fogueira de São João, por exemplo, tem formato de piramidal, representando o sinal que Santa Isabel teria feito para avisar Maria sobre o nascimento de João Batista. Já a de Santo Antônio é feita em forma de quadrado, enquanto a de São Pedro tem o formato de triângulo, simbolizando a Santíssima Trindade. Cada uma dessas formas reforça a ligação entre fé, tradição e cultura, mantendo viva a herança das antigas festas Joaninas no Brasil.

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