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Filhos contam histórias que transbordam amor e saudades de suas mães

Em celebração ao Dia das Mães, a reportagem selecionou histórias que contam aventuras, momentos marcantes e até mesmo saudades

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
11/05/2025 às 09h31 Atualizada em 12/05/2025 às 10h33
Filhos contam histórias que transbordam amor e saudades de suas mães
Cecília Aparecida Maia ao lado de sua filha Chavelli Santos e sua mãe Maria Júlia Maia. Foto: Arquivo Pessoal

Relembrar, homenagear e agradecer. Três coisas que são frutos de laços construídos ao longo dos anos. O Dia das Mães é a oportunidade que as pessoas têm para unir essas três coisas em forma de agradecimento a quem nos deu a vida e, muitas das vezes, quem deu os conselhos e ensinamentos mais valiosos para todos. São os gestos simples, as palavras ditas (ou não), os conselhos e até mesmo os silêncios que constroem laços profundos entre mães e filhos, e, para celebrar esta união e as histórias vividas pelas conexões mais fortes que existem, a Folha convidou seus leitores a compartilharem as histórias mais marcantes vividas ao lado de suas mães.

Entre tantas memórias emocionantes, desabafos de saudade e histórias inusitadas em que filhos vivem com as mães, algumas têm se destacado entre os leitores e chamado a atenção da reportagem. Entre elas, está a história de Cecília Aparecida Maia, de 61 anos de idade, que guarda na lembrança momentos únicos ao lado da mãe, Maria Júlia Maia. Em suas memórias, aventuras e boas risadas a fazem lembrar do seu passado, quando vivia nas fazendas e tinha momentos mágicos ao lado da mãe.

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“Minha mãe sempre saia para caçar tatu com a gente, e era uma festa quando a gente conseguia pegar o bichinho”, contou Cecília.

Cecília, que nasceu no ano de 1964, viveu a maior parte de sua infância no sítio, perto da cidade de Wenceslau Braz, mas também morou parte de sua adolescência na cidade e, quando já era adulta, mudou-se para Arapoti com sua família. “Quando morávamos no sítio, vivi muitas experiências junto com minha mãe, especialmente perto da Fazenda Sapê, onde nós vimos muitas coisas e vivemos momentos de arrepiar”, contou.

Segundo ela, foram inúmeras as vezes em que ela e a mãe saíam durante a noite e, no meio do matagal, acabavam encontrando com coisas sobrenaturais. “Nós sempre íamos da Fazenda para o 400 alqueires a pé, e sempre víamos o Boi Tatá andando pelo mato”, lembra. “Não é lenda gente, isso realmente existe. Eram bolas de fogo com calda que nos perseguiam, e nós corríamos e corríamos, mas quanto mais a gente corria mais aquilo nos perseguia. E todas as vezes que eu vi, minha mãe estava junto”, enfatizou.

“Eram momentos de tensão, mas nós duas ficávamos muito aliviadas quando conseguíamos chegar na fazenda do nosso patrão”, relembra Cecília. “Hoje, quando me recordo, acho engraçado, mas na época era muito assustador. Eu tinha entre meus cinco e seis anos”.

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Além das experiências sobrenaturais que Cecília viveu ao lado de sua mãe, as aventuras também fizeram parte da história da família, e hoje são boas lembranças na memória. “Minha mãe sempre saia para caçar tatu com a gente, e era uma festa quando a gente conseguia pegar o bichinho”, contou Cecília.

“Tive uma infância feliz ao lado da minha mãe, cheia de adrenalina”. As dificuldades também fizeram parte da história de Cecília junto com sua mãe. “Lembro quando eu estava com ela na cidade, e queria um pedaço de linguiça, mas ela não tinha dinheiro. O vendedor não queria vender só um pedacinho em troca das moedas que ela tinha, então ela saiu chorando de lá”, lembra.

Além de histórias aventurosas ao lado de suas mães, leitores da Folha também desabafaram sobre a saudade que têm, enquanto outros afirmaram que os momentos bons ao lado da mãe não podem ser contados, pois são inúmeros.

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“É difícil um momento, porque todos foram marcantes, eu nunca imaginei viver sem minha mãe. Muitas vezes, quando eu era criança, via ela sempre chorando durante as refeições porque ela deixava a pouca comida que tínhamos para mim e para minha irmã”, contou Vera Lucia de Fátima da Rosa à Folha.

Vera Lucia de Fátima da Rosa com sua mãe Zoraide Rabelo Ferrera, e filhos. Foto: Arquivo Pessoal

Contudo, memórias felizes e tristes, de anos atrás ou de meses, lembranças e histórias fazem parte do verdadeiro significado do Dia das Mães, de celebrar a importância das mulheres mais importantes na vida de todas as pessoas.

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