Publicidade

Superstições, mitos e lendas: crendices e crenças que estão desaparecendo com o passar dos anos

O medo de passar por debaixo de uma escada ou acreditar que na “Fada do Dente” são apenas algumas das crendices que foram deixadas de lado com o passar dos anos

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
27/02/2025 às 09h26 Atualizada em 27/02/2025 às 09h37
Superstições, mitos e lendas: crendices e crenças que estão desaparecendo com o passar dos anos
Calendário apontando a sexta-feira 13, uma das crenças mais impactantes até hoje. Foto: Divulgação

Derramar o sal, passar por debaixo de uma escada, abrir o guarda-chuvas dentro de casa ou deixar o chinelo virado com a sola para cima, são algumas das ações que muitas pessoas evitaram durante muitos anos. Acreditar na Fada do Dente ou no Homem-do-Saco, também são exemplos de crendices que muitas pessoas acreditavam no passado, mas que estão sendo esquecidas em meio a um mundo repleto de tecnologia e informação.

Embora estejam sendo deixadas de lado, as crendices fazem parte da história, afinal, quem nunca ouviu falar que “se alguém varrer seus pés você nunca irá casar!”. O fato é que essas superstições, os mitos e as lendas contadas de geração em geração, marcaram a vida de muitas pessoas e, atualmente, não passam de lembranças do passado, que não têm a mesma influência de anos atrás.

Quebrar um espelho poderia significar sete anos de azar. Foto: Divulgação

 

Em tempos passados, as superstições eram motivo de crença para muitas pessoas. Passar por debaixo de uma escada, abrir um guarda-chuva dentro de casa, derramar sal, quebrar um espelho ou ver um gato preto na rua, eram motivos suficientes para que as pessoas acreditassem que algo de muito ruim iria acontecer, ou que estaria fadada a viver anos de azar.

Segundo as superstições, deixar um chinelo virado com a sola para cima, por exemplo, significava que algum familiar, mais voltado para a mãe de quem realizou a ação, morreria, e muitas pessoas acreditavam cegamente, o que criou um laço histórico do ser humano com as crendices ao longo dos séculos.

No passado, crianças evitavam deixar o chinelo virado para que "a mãe não morresse". Foto: Divulgação

 

Além das superstições que traziam desastres, má sorte ou a morte de alguém, anos atrás era comum que as crianças acreditassem que a Fada do Dente trocaria seu dente de leite por uma moeda. Com o passar dos anos, a situação começou a mudar. Ao invés de moedas, as “fadas” começaram a trocar os dentes por cédulas, mas o final está sendo o mesmo das superstições: a descrença da maioria.

Derramar o sal também significava azar na vida da pessoa. Foto: Divulgação

 

Com o passar dos anos, as superstições e crendices acabaram perdendo seus efeitos sob a sociedade e sendo vistas como apenas uma brincadeira. Segundo o dicionário, as palavras “superstição” e “crendice”, são crenças ou noções sem base na razão ou conhecimento, levando as pessoas a criarem falsas obrigações, como temer realizar certas ações. Atualmente, o pensamento humano se desenvolveu muito e estudos levam pessoas a questionarem a origem das coisas, o que pode ter sido um dos efeitos que diminuiu o impacto das crendices atualmente.

A influência tecnológica, que leva pensamentos mais profundos e questiona assuntos diversos, além de apresentar muitas outras coisas para as crianças, também fez com que estas superstições começassem a se perder, além de que as crianças da atualidade crescem em meio à muita informação, o que dificulta o pensamento ingênuo, como acreditar que o "Homem do Saco" vai levá-la caso não se comporte.

Contudo, embora não tenham o mesmo impacto como no passado, as crenças e superstições têm um valor cultural profundo, pois muitas das vezes são enraizadas nas tradições e na forma como as pessoas interpretam o mundo ao seu redor, sendo um reflexo de uniões populares que foram transmitidas de geração em geração e servem não apenas como uma “desculpa” para o desconhecido, mas também para criar histórias e lembranças.

Cerimônia aconteceu nesta segunda-feira (26). Foto: Rodrigo Silva/Com edição
TRADIÇÃO Há 1 dia

Tooro Nagashi ilumina Represa de Chavantes e emociona com tradição japonesa em Carlópolis

Cerimônia realizada na noite de segunda-feira (26) transformou as águas da represa em um espetáculo de luzes, homenagens e memórias, mantendo viva uma tradição de mais de quatro décadas no Norte Pioneiro

Igreja de Nossa Senhora da Conceição Aparecida e Santo Inocêncio Mártir foi elevada à condição de Basílica Menor. Foto: Divulgação
MARCO HISTÓRICO Há 1 dia

Igreja de Tomazina é elevada à título de Basílica e destaca Norte Pioneiro na história da Igreja

Primeira cidade da região a receber o título concedido pelo Vaticano, Tomazina celebra nesta terça-feira (27) um reconhecimento histórico, com presença do cardeal Dom Odilo Scherer e do bispo Dom Antonio Braz Benevente

Franciane Pereira Jacomini e o aluno Luis Henrique Francisco de Almeida. Foto: Arquivo Pessoal
MILAGRE NA ESCOLA Há 2 dias

Professora salva vida de aluno de 15 anos durante emergência em escola no Norte Pioneiro

Adolescente sofreu uma crise convulsiva seguida da parada respiratória; professora realizou manobras de socorro até que o estudante voltasse a respirar. Mãe se emociona ao agradecer

Hoje, o túmulo de Creuzinha se transformou em um local de devoção popular. Foto: DIvulgação
PASSADO SANGRENTO Há 3 semanas

Menina de 5 anos é abusada e morta e revolta termina com várias mortes no Norte Pioneiro

Crime bárbaro aconteceu em Cornélio Procópio em 1963 e terminou com moradores mortos por policiais durante uma revolta; criança virou símbolo de devoção popular e, mais de 60 anos depois, número de vítimas permanece um mistério

O primeiro equipamento entrou em operação em fevereiro deste ano, com investimento de R$ 972.510,28. Foto Prefeitura de Chapecó
TEMPOS DIFERENTES Há 2 meses

Tempestades de granizo no Paraná faz viralizar sistema antigranizo usado em Santa Catarina; funciona realmente?

Cidade de Chapecó já instalou três equipamentos para tentar reduzir danos provocados por pedras de gelo; investimento se aproxima de R$ 3 milhões