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Bombeiro dá dicas sobre o que fazer caso encontrar um animal silvestre dentro de casa

Após moradores encontrar um Tamanduá-Bandeira dentro da cidade de Santo Antônio da Platina, Tenente do Corpo de Bombeiros explica o que fazer em situações parecidas

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
07/02/2025 às 16h08
Bombeiro dá dicas sobre o que fazer caso encontrar um animal silvestre dentro de casa
Tamanduá-Bandeira encontrado em Santo Antônio da Platina. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Na noite da última quinta-feira (06), a presença de um Tamanduá-Bandeira nas ruas de Santo Antônio da Platina chamou a atenção nas redes sociais e levantou uma questão de grande importância para a população: o que fazer ao encontrar um animal silvestre dentro da área urbana? Encontrar um animal que não é comum na cidade, pode não aparentar perigo, mas caso as pessoas hajam de maneira errada, o risco de acidentes ou ataques destes animais pode ser grande.

“É importante que as pessoas, ao verem um animal silvestre, próximo ou dentro de sua residência, não tentem fazer a captura dele, mas sim que acionem a Força Verde ou também com o Corpo de Bombeiros”, orienta o Tenente Eduardo Poletto, do Corpo de Bombeiros do Norte Pioneiro.

Com o assunto viralizado, a reportagem da Folha realizou uma entrevista exclusiva com o Tenente Eduardo Poletto, do Corpo de Bombeiros do Norte Pioneiro, que deu algumas orientações para a população em casos parecidos com o registrado na cidade de Santo Antônio da Platina, que também já foram registrados em outras cidades vizinhas.

Segundo o Tenente, a principal orientação é não manter contato direto com o animal, e não tentar captura-lo sozinho, esperando o auxílio das forças especializadas na área. “É importante que as pessoas, ao verem um animal silvestre, próximo ou dentro de sua residência, não tentem fazer a captura dele, mas sim que acionem a Força Verde ou também com o Corpo de Bombeiros”, orienta o Tenente.

Conforme orienta, também é importante isolar a área onde ele estiver, tirando de perto cachorros, gatos ou qualquer outro animal de estimação chegar perto, além de não deixar que crianças se aproximem do animal. “Outro ponto importante, é evitar assustar o animal. Quando uma situação dessas acontece, é comum que muitas pessoas se aglomerem para ver o que está acontecendo, mas o ideal é isolar a área, para evitar que ele se assuste e acabe fugindo, ou até mesmo atacando as pessoas ao seu redor”, explicou.

Além disso, o Tenente Poletto também afirma que é de grande importância tentar manter o animal no mesmo local até que as equipes competentes cheguem para realizar a captura dele e leva-lo novamente para a mata. “Caso ele fuja ou já esteja em local de mata, os moradores não precisam se preocupar e podem deixar o animal onde está, ao contrário de quando ele estiver dentro da área urbana”, disse.

Segundo as explicações do Tenente, existem algumas espécies de animais silvestres que vivem em ambientes mais próximos à zona urbana, como lagartos, cobras ou até mesmo guaxinins, que são chamados de animais sinantrópicos. Estas espécies são um pouco mais fáceis de serem retiradas e, em certos casos, os moradores podem realizar a remoção do animal, com as devidas medidas de segurança.

“Alguns destes animais são mais fáceis de serem capturados e, como são devolvidos à natureza e não levados para ONGs ou quaisquer outros lugares de tratamento, as pessoas podem realizar a captura, caso se sintam confortáveis e confiantes em realizar. Vale ressaltar que isso deve ser feito com total cuidado para evitar problemas”, informou.

Contudo, a presença dos animais silvestres na área urbana pode facilmente controlada caso os moradores acionem as equipes o mais rápido possível e não causem desconforto ao animal, evitando assim problemas ou até mesmo tragédias.

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