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Psicóloga explica como problemas psicológicos se tornam um risco para os outros

Segundo especialista, chega um ponto da doença mental em que a pessoa passa a viver em um mundo paralelo, o que pode apresentar grandes riscos para ela e quem vive ao seu redor

Por: DAVI MARTINS Fonte: DA REDAÇÃO
15/01/2025 às 13h04 Atualizada em 15/01/2025 às 13h57
Psicóloga explica como problemas psicológicos se tornam um risco para os outros
Pessoa sentada no chão durante surto psicológico. Foto: Imagem Ilustrativa/Deposiphotos

Os problemas psicológicos são cada vez mais reconhecidos como questões de saúde importantes, e sua compreensão tem avançado significativamente nas últimas décadas. No entanto, o impacto dos transtornos mentais não se limita apenas ao indivíduo que sofre com eles. Muitas vezes, esses problemas afetam diretamente as pessoas que convivem com ele, criando um ambiente de risco físico e emocional. A questão central é: até que ponto os transtornos mentais podem tornar-se uma ameaça para o convívio familiar?

“Durante as crises, a pessoa pode representar risco para si mesma e para os outros, devido a delírios e alucinações, auditivas e/ou visuais, que podem levar a comportamentos perigosos, como agressões físicas, tanto no próprio corpo quanto em outras pessoas”, explica a doutora Hellen Martins.

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Autolesões e comportamento agressivo são indícios de surtos. Foto: Imagem Ilustrativa/Reprodução Internet

 

De acordo com a psicóloga clínica, doutora Hellen Martins, os problemas, ou surtos psicológicos podem ter diversas causas, como transtornos mentais, efeitos colaterais de medicamentos, traumas, mudanças repentinas ou até mesmo a bipolaridade. Segundo a doutora, a partir destes impactos, a pessoa acaba perdendo, temporariamente, o contato com a realidade, o que gera o surto psicológico.

Com o surto, a pessoa acaba vivendo uma realidade paralela e, na maioria dos casos, acaba perdendo a noção da realidade, o que pode tornar as crises perigosas, tanto para a própria pessoa, quanto para as pessoas que convivem ao seu redor. “Durante essa fase, a pessoa pode representar risco para si mesma e para os outros, devido a delírios e alucinações, auditivas e/ou visuais, que podem levar a comportamentos perigosos”, explica a doutora.

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Foto: Imagem Ilustrativa/Reprodução Internet

 

Durante as crises e surtos, as pessoas que sofrem com isso, acabam realizando ações impulsivas, que, na maioria das vezes, resultam em tragédias. Suicídios, automutilações ou até mesmo agressões a outras pessoas, são alguns dos efeitos gerados por estas crises. Diversos casos de pessoas que cometeram suicídio ou acabaram cometendo assassinato durante essas crises, já foram registrados em diversas partes do Brasil, retratando a seriedade do assunto.

Contudo, estes surtos e crises psicológicas não são repentinos, mas sim gradativos.

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“Antes destas crises, as pessoas acabam demonstrando sinais de que precisam urgentemente de atendimento psicológico e é muito importante que as pessoas que convivem com alguém que tenha estas crises fiquem atentas a estes sinais, pois pode salvar muitas pessoas”, enfatizou a doutora Hellen.

Conforme explica a doutora, alguns episódios e comportamentos são indícios de que a pessoa pode sofrer algum um surto a qualquer momento. “O aumento da ansiedade, episódios depressivos, crises de pânico, alterações repentinas e constantes no humor e alterações no sono são alguns dos sinais que o corpo acaba liberando para dizer que não está mais em condições normais”, explicou Hellen.

Além disso, a doutora enfatiza outros sinais que precedem os surtos psicológicos mais graves, como a falta do apetite por muitos dias, o confinamento pessoal, que é quando a pessoa não quer mais ter contato com outras pessoas e as mudanças repentinas no comportamento da pessoa também são sinais que precedem os surtos.

Buscar ajuda profissional é a melhor medida. Foto: Imagem Ilustrativa/ Reprodução Internet

 

Com isso, é de suma importância reconhecer esses sinais precoces e buscar ajuda profissional, evitando assim que aconteça o surto.

“Escutar o próprio corpo e estar atento às alterações emocionais e comportamentais pode prevenir agravamentos e promover o cuidado necessário”, enfatiza a doutora.

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