
A nova projeção do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), divulgada nesta terça-feira (17), aponta que a população paranaense deverá continuar se concentrando nos grandes centros urbanos. Até 2050, 26 cidades serão responsáveis por abrigar cerca de 60% dos habitantes do Estado. Esses dados estão disponíveis na Base de Dados do Estado (BDEweb) e também em BI.
Atualmente, 22 municípios paranaenses têm mais de 100 mil habitantes, segundo o Censo 2022. Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel são as cidades mais populosas, seguidas por São José dos Pinhais, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu. Para 2050, a previsão é que esse número aumente para 26, com Pato Branco e Paranavaí entrando na lista.
As projeções indicam que Curitiba e Londrina continuarão sendo as cidades com as maiores populações do Paraná, com Curitiba ultrapassando 1 milhão de habitantes e Londrina passando dos 500 mil. Maringá, com 474 mil moradores, ficará na terceira posição, seguida por Cascavel e São José dos Pinhais, que devem superar Ponta Grossa. Já Foz do Iguaçu, Fazenda Rio Grande, Colombo e Araucária, que atualmente têm mais de 200 mil habitantes, continuam com populações expressivas até 2050.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que a população do Paraná crescerá até 2044, atingindo 12,46 milhões de habitantes, para depois começar a diminuir, chegando a 12,40 milhões em 2050. Em nível nacional, a população brasileira começará a declinar a partir de 2042.
O secretário de Estado do Planejamento, Guto Silva, ressaltou que as projeções populacionais são ferramentas essenciais para os gestores públicos, pois ajudam no planejamento de políticas públicas voltadas para o envelhecimento da população. A previsão é que cerca de 30% dos habitantes do Paraná terão mais de 60 anos até 2050, exigindo adaptações em áreas como saúde, assistência social e infraestrutura.
A projeção também aponta que, enquanto a população estadual tende a diminuir, regiões como Cascavel e Maringá continuarão a crescer, assim como a Região Metropolitana de Curitiba. Já outras regiões, como Londrina e Ponta Grossa, deverão registrar quedas populacionais.