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Jovem brazense mantém viva a tradição da sapataria

Folha conheceu a história de Emilly Vitória que realiza serviços que ainda atraem muitos clientes

Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação
19/01/2023 às 18h07
Jovem brazense mantém viva a tradição da sapataria
Folha Extra

Mesmo em meio a um mundo cada vez mais moderno o interior do Paraná ainda mantém vivas algumas tradições que, mesmo que pouco comuns nos dias de hoje, ainda fazem parte da vida de muita gente. Na cidade de Wenceslau Braz, uma jovem de 21 anos mantém viva a tradição da Sapataria. O serviço já foi bastante comum principalmente em décadas passadas, mas ainda hoje atrai clientes que procuram Emilly Vitória Alle para realizar os mais variados tipos de atendimentos. A folha conversou com a empreendedora que contou um pouco sobre a sua história no ramo.

A sapataria, que fica situada na região Central da cidade, já tem uma história de alguns anos, mas Emilly conta como ela acabou se envolvendo e ficando responsável pela loja. “Tudo começou com meu irmão que trabalhava com um senhor que era dono da loja, aí com o tempo ele acabou comprando a sapataria. Eu comecei a trabalhar com ele e aí, devido a outros serviços que ele tinha, ele me passou a loja onde já estou há dois anos”, comentou.

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A jovem conta que esse processo foi uma decisão importante em sua vida, pois ela deixou seu emprego registrado para trabalhar por conta própria. “Na época em que meu irmão me chamou eu trabalhava na empresa ProTork, aí surgiu essa oportunidade. Confesso que tive um pouco de medo, pois eu tinha um serviço registrado e iria encarar algo novo que era trabalhar por minha conta. Tive aquele receio de não conseguir, mas era um sonho que eu tinha de trabalhar para mim mesma então encarei com fé e coragem”, explicou Emilly.

Como nem tudo são flores, neste trajeto a empreendedora relata que encontrou algumas dificuldades. “Tem aquelas coisas que é do dia a dia como, por exemplo, o costume que as pessoas têm em deixar tudo para última hora. Isso acaba fazendo com que as vezes os serviços fiquem sobrecarregados para conseguir entregar tudo dentro do prazo. Também tem alguns clientes que não valorizam o serviço e acham que por ser um conserto o valor tem que ser bem barato”, destacou.

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Apesar disso, Emilly conta que a situação que mais a incomoda é sofrer um certo preconceito de algumas pessoas. “O complicado mesmo são algumas pessoas, principalmente algumas mais velhas, que acabam me diminuindo por eu ser uma mulher nova e acham que não tenho capacidade de fazer bem o serviço, mas a gente segue trabalhando”, desabafou.

Apesar dos obstáculos, ela falou sobre as motivações que fazem com que ela siga em frente com o trabalho. “Sempre que as coisas estão difíceis e parece que não vão dar certo eu lembro lá do começo quando abracei essa oportunidade com a cara e a coragem. Outra coisa que me leva a continuar nesse ramo é a confiança que meu irmão depositou em mim e o carinho dos clientes, além do fato de ser um ramo que está em extinção. Então eu sigo trabalhando para manter esse serviço”, disse.

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Por fim, Emilly deixou um conselho aos jovens que sonham em ter seu próprio negócio. “Acho que a maioria das pessoas têm o desejo de ter seu próprio negócio. Para isso, é importante se preparar e buscar ter algo seu, não importa o tamanho ou se é um trabalho simples, se tiver a oportunidade é importante aproveitar”, comentou.

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