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Bancos alertam clientes sobre novo golpe em aplicativos: “A mão fantasma”

Nova fraude faz com que criminosos consigam ter acesso a todos os dados dos usuários em tempo real

Por: Marcelo Aguiar Fonte: Redação
18/08/2022 às 15h19
Bancos alertam clientes sobre novo golpe em aplicativos: “A mão fantasma”
Apps indicados pelos criminosos coletam informações dos aparelhos das vítimas em tempo real - Foto: Folha Extra

A tecnologia tem avançado em diferentes setores da sociedade trazendo grandes vantagens para a população. Porém, por outro lado, nas mãos dos criminosos muitos dos serviços que facilitam o dia a dia das pessoas podem se tornar um prato cheio para aplicação de golpes. Na era digital, é preciso estar atento, pois os estelionatários inventam quase que diariamente novas estratégias para tirar dinheiro de suas vítimas.

Mesmo sendo conhecidos na praça, golpes aplicados através das redes sociais continuam fazendo vítimas Brasil a fora, tais como a falsos links que proporcionam que os criminosos possam hackear contas e perfis utilizando a identidade das vítimas para tirar dinheiro de amigos e familiares. Agora, se os golpes mais velhos do que andar para frente ainda deixam muita gente no prejuízo, imagine novas armadilhas que poucos conhecem.

Bancos que fazem uso de aplicativos ou utilizam de plataformas digitais tem emitido um alerta para seus clientes referente a uma nova ferramenta utilizada pelos criminosos. A nova prática tem sido chamada de “A mão fantasma”.

 

Como Funciona?

De acordo com informações do setor de segurança do Banco do Brasil, o “Golpe da mão fantasma” utiliza ferramentas e programas de acesso remoto. Trata-se de uma nova categoria que tem como foco exclusivo os usuários de celulares e Smartphones. Em um grau de avaliação, a prática está sendo considerada como de alto risco para os usuários, por isso, é necessário estar atento.

Conforme explicam os especialistas, trata-se de um invasor que passa a utilizar as ferramentas do aparelho da vítima. “É como se fosse uma mão invisível que utiliza o seu celular bem na sua frente”, explicou um dos analistas. De acordo com o levantamento apresentado pelo BB, no Brasil e América Latina a prática já fez mais de 40 mil vítimas.

Tudo começa quando o usuário recebe uma ligação onde o criminoso/estelionatário se apresenta como funcionário da instituição financeira. As abordagens podem acontecer de diferentes formas, mas geralmente apelam para o lado emocional da vítima. Para envolver o cliente, o falsário geralmente causa um estado de alerta dizendo que a instituição notou movimentações estranhas em sua conta, tentativas de invasão, de empréstimo ou de saques.

Quando o criminoso consegue deixar a vítima preocupada, assustada ou em alerta, ele se aproveita da situação e passa a informar qual seria o método para atualizar os mecanismos de segurança do celular ou Smartphone. A partir daí, orienta a vítima a instalar um aplicativo que irá rastrear de onde estão sendo realizadas as “falsas movimentações” ou o aplicativo do banco em nome do cliente. Quando a vítima realiza da instalação do aplicativo, o perigo começa.

A partir daí o falso aplicativo passa a funcionar como um espião e capturar informações do celular da vítima enviando para os golpistas que passam a ter acesso aos dados pessoais da vítima.

 

Como se proteger?

É preciso estar atento a coisas simples que não são praticadas pelas instituições bancárias. Conforme o alerta, os bancos não ligam para os clientes solicitando a atualização ou instalação de aplicativos de quaisquer tipos em seus aparelhos. Os usuários não devem realizar o cadastro de senhas ou dados pessoais em nenhum tipo de aplicativo que não seja o app oficial da instituição disponível na AppStore ou PlayStore devidamente verificados. As senhas utilizadas em outros aplicativos, como de compras, corridas e comida, por exemplo, não devem ser as mesmas utilizadas no app do banco. Os usuários devem estar atentos a procedência dos aplicativos que instaram em seus aparelhos.

Em relação aos contatos via Whatsapp, as instituições alertam que, apesar de existir o serviço de atendimento ao usuário, o mesmo funciona apenas com mensagens automáticas e sem o envio de links ou mensagens de promoções ou ofertas fora da realidade e, ainda, mensagens de urgência. Estes são os principais métodos utilizados pelos golpistas para chamar a atenção das vítmas.

Para ter contato com o seu banco, os clientes são orientados a procurar os canais oficiais como sites ou aplicativo oficial e conferir o número da Central de Atendimento ao Cliente onde, em grande parte dos casos, os números são utilizados apenas para receber ligações e não para efetuar ligações.

 

Desconfie

Já dizia o ditado “O seguro morreu de velho”. A orientação é de que as pessoas desconfiem ao receber ligações, ofertas ou mensagens urgentes. Conforme explicam os especialistas em segurança, os golpistas agem com eficácia na tentativa de ludibriar suas vítimas. Na maioria dos casos, falam com cordialidade, educação, se referem a recursos tecnológicos, utilizam de gravações eletrônicas, realizam transferência de ligação para outros setores e atendentes. Utilizando da tecnologia, podem mascarar números oficiais dos bancos, como 0800, por exemplo, passar falsos números de protocolo de atendimento entre outros.

Por isso, o ideal é estar sempre atento ao receber ligações de cunho bancário e, em caso de dúvidas, procure resolver o problema em sua agência ou junto ao seu gerente, pois, na maioria dos casos, é difícil ou quase impossível reaver o prejuízo.

Foto: Reprodução/RSN
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