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Professores da UEPG propõem novo método de investigação forense a partir do solo

Pesquisadores do curso de Física da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) publicaram na última edição da Revista Brasileira de Ciência do So...

Por: Fonte: Secom Paraná
26/04/2022 às 10h00
Professores da UEPG propõem novo método de investigação forense a partir do solo
Foto: UEPG

Pesquisadores do curso de Física da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) publicaram na última edição da Revista Brasileira de Ciência do Solo o artigo“A novel approach based on X-ray fluorescence and photon attenuation to the analysis of soils for forensic investigation”– "Uma nova abordagem baseada em fluorescência de raio-x e atenuação de fótons para a análise de solos em investigação forense", em tradução livre. 

Hoje, a UEPG ocupa lugar de destaque na área de ciência do solo: 8ª no Brasil, 12ª na América Latina e 201ª no mundo no ranking que avalia como atividades de pesquisa, resultados de inovação e impacto social. 

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O trabalho, assinado pelos pesquisadores doutores Luiz Fernando Pires, Luis Prandel, Sérgio Saab e André Brinatti, propõe um novo método de investigação forense que aumenta o número de parâmetros a serem medidos quando uma amostra de solo é coletada em uma cena de crime. A inovação pode facilitar a discriminação de solos, mesmo que algumas características sejam similares.

Luiz Fernando Pires salienta a importância desta pesquisa como um método que pode ser implantado no dia a dia daqui a alguns anos. “Esse estudo apresenta um novo método que utiliza técnicas nucleares na caracterização do solo para aplicações na área forense. Como trata-se de uma proposição de método nunca realizado, o trabalho traz uma aplicação na fronteira do conhecimento na área de física aplicada a solos e ciência do solo forense”, destaca.

Os professores explicam que essa área da ciência envolve a utilização de solos na solução de crimes, ou seja, são usadas amostras coletadas em cenas de crime sob investigação (CSI) e elas são levadas a laboratórios, onde são confrontadas com outras amostras de solos coletadas nas roupas, calçados ou pneus dos veículos suspeitos, o que pode ajudar a determinar a origem do conflito.

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“O artigo publicado representa um avanço na área da ciência do solo forense. Existe a possibilidade de que ele receba inúmeras citações ao longo dos anos, de modo a contribuir para uma melhor avaliação da universidade nos diferentes rankings internacionais”, enfatiza Pires.

GRUPO DE PESQUISA– O grupo de Física Aplicada a Solos e Ciências Ambientais (Fasca) tem contribuído, ao longo dos últimos 26 anos, com inúmeras pesquisas na área da ciência do solo no País. Atualmente, é o único no Brasil com físicos trabalhando exclusivamente com solos. 

O Fasca atua em pesquisas na área de ciência do solo, contribuindo com vários estudos que têm trazido avanços na área, principalmente na caracterização da estrutura. O grupo é um dos mais importantes no País no uso de microtomografia no estudo de meios porosos.

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“Desenvolvemos estudos na área forense usando técnicas nucleares na ciência do solo há vários anos. Os principais envolvem técnicas como atenuação de raios gama e tomografia de raio-X”, aponta Pires.

Para Saab, a aplicação na área forense trará resultados importantes para a UEPG. “Sendo o único grupo de físicos trabalhando com aplicação em forense, a inserção internacional é importante para o grupo e consequentemente para a UEPG, pois assim trará interesse de pesquisadores nacionais e internacionais para realizarem parceria em futuros projetos em forense”, afirma.