
Um crime carregado de crueldade foi registrado no último domingo (28) no município de Jacarezinho e revoltou moradores do município e da região, principalmente aqueles que amam ou ao menos respeitam os animais.
Na tarde do domingo, um rapaz identificado como Guilherme caminhava nas proximidades do Cemitério Municipal quando se deparou com uma cena de partir o coração, um cachorro enterrado vivo apenas com a cabeça para fora da terra. Diante da situação, o rapaz entrou em contato com a equipe da ONG Bicharedo onde, a estudante de Medicina Veterinária Pâmela Cristina Nadorne Navarro, foi até o local para socorrer o animal.
Muito debilitado, o cachorro foi encaminhado a Clínica Bem Estar Animal, parceira da ONG Bicharedo, onde recebeu atendimento. Seu estado clínico era considerado grave e o animal estava bastante desidratado, sendo aplicado soro para tentar reabilitá-lo. Porém, infelizmente, na tarde desta terça-feira (29) o cãozinho não resistiu e veio a óbito.
Em contato com a ONG Bicharedo, a reportagem conversou com a voluntária Maira Filipini Araújo que informou que foi pessoalmente registrar o boletim de ocorrência sobre a situação. Com isso, não apenas os envolvidos no resgate, mas grande parte da população espera que o responsável por tamanha brutalidade seja identificado e punido pelo crime.
É crime praticar maus-tratos contra animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos, de acordo com a Lei 9.605/98, artigo 32. Existem várias condutas que podem caracterizar os crimes, tais como o abandono, ferir, mutilar, envenenar, manter em locais pequenos sem possibilidade de circulação e sem higiene, não abrigar do sol, chuva ou frio, não alimentar, não dar água, negar assistência veterinária se preciso, dentre outros.
Atualmente, a legislação prevê pena de três meses a um ano de detenção para quem pratica os atos contra animais. A pena é aumentada de um sexto a um terço se o crime causa a morte do animal – o que foi mantido no novo projeto.