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Cachorro fica em estado grave e morre após ser enterrado vivo em Jacarezinho

Cachorro fica em estado grave e morre após ser enterrado vivo em Jacarezinho

Por: Da Redação
01/12/2021 às 15h19 Atualizada em 01/12/2021 às 18h19
Cachorro fica em estado grave e morre após ser enterrado vivo em Jacarezinho

Um crime carregado de crueldade foi registrado no último domingo (28) no município de Jacarezinho e revoltou moradores do município e da região, principalmente aqueles que amam ou ao menos respeitam os animais.

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Na tarde do domingo, um rapaz identificado como Guilherme caminhava nas proximidades do Cemitério Municipal quando se deparou com uma cena de partir o coração, um cachorro enterrado vivo apenas com a cabeça para fora da terra. Diante da situação, o rapaz entrou em contato com a equipe da ONG Bicharedo onde, a estudante de Medicina Veterinária Pâmela Cristina Nadorne Navarro, foi até o local para socorrer o animal.

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Muito debilitado, o cachorro foi encaminhado a Clínica Bem Estar Animal, parceira da ONG Bicharedo, onde recebeu atendimento. Seu estado clínico era considerado grave e o animal estava bastante desidratado, sendo aplicado soro para tentar reabilitá-lo. Porém, infelizmente, na tarde desta terça-feira (29) o cãozinho não resistiu e veio a óbito.

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Em contato com a ONG Bicharedo, a reportagem conversou com a voluntária Maira Filipini Araújo que informou que foi pessoalmente registrar o boletim de ocorrência sobre a situação. Com isso, não apenas os envolvidos no resgate, mas grande parte da população espera que o responsável por tamanha brutalidade seja identificado e punido pelo crime.

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É crime praticar maus-tratos contra animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos, de acordo com a Lei 9.605/98, artigo 32. Existem várias condutas que podem caracterizar os crimes, tais como o abandono, ferir, mutilar, envenenar, manter em locais pequenos sem possibilidade de circulação e sem higiene, não abrigar do sol, chuva ou frio, não alimentar, não dar água, negar assistência veterinária se preciso, dentre outros.

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Atualmente, a legislação prevê pena de três meses a um ano de detenção para quem pratica os atos contra animais. A pena é aumentada de um sexto a um terço se o crime causa a morte do animal – o que foi mantido no novo projeto.