Abelhas sem ferrão podem ser criadas em casa; confira dicas

Abelhas sem ferrão podem ser criadas em casa; confira dicas

Por: Da Redação
15/06/2021 às 16h49 Atualizada em 15/06/2021 às 19h49
Abelhas sem ferrão podem ser criadas em casa; confira dicas

Já imaginou criar abelhas sem ferrão no quintal, ou mesmo dentro de casa? Essa prática tem se tornado cada vez mais comum entre os brasileiros, afinal, o País é casa para mais de 200 espécies nativas e no Paraná existe 35 espécies catalogadas.

Por ter se popularizado, a atividade pode parecer simples, mas requer atenção às normas e conhecimento sobre as abelhas. É o que explica o Meliponicultor Bruno Azevedo. “Eu sempre recomendo que, antes de procurar por iscas e pela caixa, a pessoa busque por informação. Nós temos bastante literatura sobre abelhas nativas, por isso antes de ter, é preciso estudar”, diz.

Continua após a publicidade

Continua após a publicidade

No ‘roteiro’ de estudos de um aspirante à meliponicultora destacam-se alguns capítulos importantes. “As pessoas precisam se ater ao nome científico, porque nome popular gera muita confusão, por exemplo: existem pelo menos 10 ou 12 espécies popularmente conhecidas como uruçu-amarela, mas só duas delas ocorrem no estado do Paraná. Se não checar, o criador acaba tento problemas na compra por não se comunicar direito”, diz.

Espécies indicadas para a produção de mel

    Continua após a publicidade

  • uruçu (Melipona scutellaris),
  • tiúba (Melipona fasciculata),
  • jandaíra (Melipona subnitida),
  • uruçu-cinzenta (Melipona manaosensis),
  • mandaçaia (Melipona quadrifasciata anthidioides)
  • jataí (Tetragonisca angustula)

Continua após a publicidade

Uruçu é uma palavra que vem do tupi “eiru su”, que nessa língua indígena significa “abelha grande. Essa nomenclatura está relacionada com diversas abelhas do mesmo gênero, encontradas não só no Nordeste, mas também na região Norte. No Brasil, existe a Uruçu amarela (Melipona rufiventris), bem como a Uruçu Verdadeira ou Uruçu do Nordeste (Melipona scutellaris).

Com a certeza sobre o nome da espécie, o próximo passo é avaliar a área de ocorrência da abelha, item crucial na hora de investir na criação de abelhas sem ferrão. “É importante negociar com meliponicultores da região que você mora, garantindo que aquela espécie ocorre naturalmente no local. Não adianta morar no Paraná e criar uma abelha típica do Mato Grosso só porque ela é bonita”, reforça Bruno.

Continua após a publicidade

“Anos atrás era muito comum ver enxames de abelhas trazidas de caminhão do Maranhão. Na época o pessoal criou uma demanda sobre essa espécie, mas hoje é difícil encontrá-las aqui, porque a maioria morreu”, lembra.

Outro problema possivelmente provocado pela criação de espécies exóticas para a região é o desequilíbrio ambiental. “No caso das que sobrevivem, quanto mais adaptada maior a chance da abelha se reproduzir no ambiente e causar um impacto ambiental negativo, como invasora”.

Abelhas por perto

“Eu costumo dizer que hoje, no Brasil, a criação de abelhas sem ferrão é a melhor atividade possível pra ser exercida. Além de ser um mercado em ascensão, você promove diversos benefícios para o meio ambiente”, destaca Bruno, que mesmo morando próximo ao centro da de Curitiba, percebe os frutos da criação das abelhas – literalmente.

“Depois que comecei a criar percebi muito mais frutificações nas árvores aqui do bairro. O serviço mais importante das abelhas é a polinização. Muitas pessoas só lembram das abelhas pelo mel, mas ele é só uma consequência desse processo polinizador”, afirma.

Onde criar?

O Meliponicultor destaca que não é preciso ter muito espaço para criar as abelhas sem ferrão. O importante é garantir alimento e proteção. “Quem cria abelhas precisa pensar no plantio. Não adianta ter 500 caixas e não plantar nada, afinal, elas precisam de alimento. Além disso, as caixas devem estar protegidas do sol e da chuva”, diz.

Outro alerta importante é priorizar o distanciamento das colônias. “Existem espécies tolerantes que conseguem conviver lado a lado, mas outras são muito territorialistas, como borá, jataí e até a Mandaçaia. A orientação é mantê-las o mais distante possível: no caso das jataís, no mínimo com cinco ou seis metros de distância. Procure também manter as entradas das colônias em direções opostas, para que não haja cruzamento dos indivíduos durante o voo”, finaliza Bruno.

Especialista no lançamento de disco, Vitor começou no atletismo quando tinha apenas 11 anos. Foto: Reprodução/Redes Sociais
TRILHANDO O FUTURO Há 1 semana

Atleta que iniciou carreira em Jaguariaíva conquista bolsa para estudar e competir nos Estados Unidos

Aos 22 anos, Vitor Oliveira de Souza acumula 25 títulos estaduais, cinco medalhas em Brasileiros e duas convocações para representar o Brasil; agora, começa uma nova etapa da carreira nos EUA

Rafael conquistou a medalha de ouro na Maratona Tech, considerada a maior competição de tecnologia entre escolas do Brasil. Foto: Redes Sociais
RUMO AO MUNDIAL Há 4 semanas

Estudante do Norte Pioneiro representará o Brasil em Olimpíada Mundial de Inteligência Artificial no Cazaquistão

Natural de uma das menores cidades do Norte Pioneiro do Paraná, Santa Amélia, Rafael Pulcinelli conquistou medalha de ouro na Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial e agora integra a seleção brasileira que disputará a competição mundial na Ásia

Samuel Neres Aguiar Ferreira. Foto: Arquivo Pessoal
HOJE AO VIVO Há 1 mês

Samuel Neres, semifinalista do Canta Comigo Teen será entrevistado ao vivo pela Folha nesta sexta-feira

Cantor de 13 anos falará sobre a repercussão da classificação, os bastidores do reality da Record e a preparação para a semifinal; transmissão começa às 19h nas redes sociais da Folha

Samuel Neres Aguiar Ferreira em apresentação nesta terça-feira (21). Foto: Arquivo Pessoal
JOVEM TALENTO Há 1 mês

De Arapoti para o Brasil: Samuel Neres encanta jurados e avança à semifinal do Canta Comigo Teen

Natural de Pinhalão e morador de Arapoti, cantor de 13 anos, conquistou mais de 90 pontos ao interpretar sucessos de Michael Jackson e Queen, garantindo vaga entre os semifinalistas do reality musical da Record

Diversas casas e comércios foram inundadas em Tomazina em 2010. Foto: Everson Bressan/AEN
16 ANOS DEPOIS Há 1 mês

El Niño reacende temor de enchentes 16 anos após Rio das Cinzas devastar Tomazina

Fenômeno começa a mudar o clima brasileiro a partir desta quinta-feira (16) e promete ser um dos mais fortes já registrados; tragédia de 2010 aconteceu durante outro El Niño forte