
DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
SANTANA DO ITARARÉ - A reportagem da Folha foi procurada nesta quarta-feira (07) pelo pai de um menino de 10 anos, que denunciou uma suposta agressão contra o filho dentro da Escola Municipal do Campo Euclides Barbosa de Oliveira, em Santana do Itararé, no Norte Pioneiro. Segundo a família, a agressão teria sido cometida por uma professora da criança, que também é acusada de constrangê-la em razão de dificuldades na fala.
A denúncia foi apresentada à Folha por José Claudiomiro Maia, pai da criança. Já a mãe do menino, Pamela Luiza da Rosa Pereira, procurou as autoridades e formalizou o caso por meio de um boletim de ocorrência, que registra o episódio como lesão corporal. O documento também aponta que a criança foi encaminhada para atendimento hospitalar após a identificação de um hematoma na região do pescoço.
O caso envolve relatos de supostos constrangimentos praticados pela professora em razão de o garoto ter “língua presa” e apresentar dificuldades na fala. Sobre a agressão, o pai afirma que a docente teria agarrado o menino pelo colarinho da camiseta e o sacudido dentro da sala de aula. No boletim de ocorrência, a versão registrada é de que a professora teria segurado o pescoço da criança e apertado com força.
Em entrevista, José Claudiomiro contou que o primeiro problema envolvendo a professora teria acontecido na semana passada. Segundo o pai, a docente teria imitado a maneira como o menino fala.
A criança, segundo ele, nasceu com a chamada “língua presa”, passou recentemente por cirurgia e aguarda atendimento com fonoaudiólogo pelo SUS.
“Em vez de ela pegar uma carta na mochila dele para mandar procurar a fonoaudióloga, ela partiu para essa parte aí”, disse o pai à reportagem.
O episódio também consta no boletim de ocorrência registrado pela mãe. Segundo o documento, o menino disse à equipe policial que teria sido alvo de “bullying/constrangimentos” por parte da professora.
Conforme o relato do pai e o boletim de ocorrência registrado pela mãe, o episódio mais grave teria acontecido nesta terça-feira (06), no fim da aula. “Ele chegou na casa da mãe reclamando que tinha sido agredido pela professora. Disse que ela o segurou pelo colarinho da camiseta para que fosse o último a sair da sala. Depois, ela agarrou novamente o colarinho e foi andando com ele, meio que sufocando. Ficaram marcas no pescoço”, relatou o pai.
Após tomar conhecimento do caso, a mãe teria procurado o Conselho Tutelar e ainda na noite de terça-feira, duas conselheiras acompanharam a criança e a mãe até uma unidade hospitalar para atendimento médico e realização de exame/laudo de lesões. No boletim de ocorrência consta a “existência de hematoma na região do pescoço”.
Na delegacia, o garoto explicou aos policiais o que aconteceu. Segundo o relato, após o recreio, os estudantes estavam em pé e receberam ordem para se sentar, o que, segundo ele, foi obedecido. Diferentemente do relato do pai, que consta que a criança foi agarrada pelo colarinho, aos policiais o menino disse que a professora teria agarrado seu pescoço e apertado com força.
Ele também contou, tanto aos policiais quanto à reportagem, que a professora ainda usou palavras de baixo calão para xingá-lo dentro da sala.
A ocorrência foi registrada como lesão corporal, crimes contra a pessoa, tendo como ambiente um estabelecimento municipal de ensino.
Procurada pela reportagem da Folha, a diretora da escola, Juliana de Paulo Alves afirmou estar apurando os fatos. “Estamos apurando os fatos”, disse em resposta.