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Paraná está em alerta com aumento de casos de dengue

Paraná está em alerta com aumento de casos de dengue

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09/01/2019 às 12h43 Atualizada em 09/01/2019 às 14h43
Paraná está em alerta com aumento de casos de dengue

O aumento no número de casos de suspeita de dengue colocou a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná em alerta. No Estado, são 129 casos confirmados da doença em apenas 33 municípios. No Paraná, o total é de 129 casos em apenas 33 municípios. Destes, há dois casos com sinais de alarme e um considerado grave.

A circulação do vírus no Paraná é mais intensa no Norte, no Noroeste e na região Oeste, com o agravante que, das 19 estações meteorológicas espalhadas pelo Estado, 17 registram alto risco climático para proliferação da doença.

Outro agravante é a crescente circulação do vírus da dengue tipo 2. Até o ano passado, a grande maioria dos casos registrados no Paraná, cerca de 90%, era do tipo 1. E é importante lembrar que pessoas que já são imunes ao tipo 1 ainda podem ser infectadas pela dengue do tipo 2.

A Secretaria de Estado da Saúde já enviou ao município de Uraí dois equipamentos de fumacê para reduzir os mosquitos que estão no ar. Também foi reforçado o envio de repelente para uso de gestantes e crianças de até 5 anos e material educativo. Mas a eliminação das larvas (criadouros) depende muito do empenho dos moradores, que precisam eliminar os focos de água parada.

 

Toda a população está susceptível a contrair a dengue, contudo existem pessoas que são mais vulneráveis a desenvolver a forma grave da doença. Este grupo de risco é composto, principalmente, por idosos, gestantes, lactentes menores (29 dias a 6 meses de vida), dependentes químicos e pessoas com algum tipo de doença crônica pré-existente, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, anemia falciforme,doença renal crônica, entre outras.

Especialistas afirmam que o vírus se manifesta de forma diferente, fazendo com que o quadro clínico do indivíduo se agrave mais rapidamente. Geralmente, são pessoas com a saúde mais frágil, que necessitam de uma atenção especial. A orientação é que elas busquem atendimento de saúde logo que apresentem os primeiros sintomas.

O diagnóstico precoce e o tratamento em tempo oportuno reduzem significativamente as chances de agravamento do caso. “É preciso que todos fiquem atentos aos sintomas da dengue. Febre acompanhada de dor de cabeça, dor articular, dor muscular, dor atrás dos olhos ou mal-estar geral são alguns dos sinais mais comuns”, disse o médico especialista em Saúde Coletiva, Enéas Cordeiro.

 

A chegada do verão, com temperaturas mais altas e o clima chuvoso, propicia o acúmulo de água e o desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como a dengue, a zika e a chikungunya.

Quem vai viajar deve redobrar os cuidados para evitar o avanço da doenças. Antes de deixar seu imóvel, o morador deve verificar se não está abandonando recipientes que possam acumular água e servir como criadouro para as larvas do mosquito.

É recomendado prestar atenção em espaços que nem sempre são lembrados, como bromélias, ocos de árvores, ralos e coletores de água da geladeira/ar condicionado.

“São poucos minutos que fazem toda a diferença no combate ao mosquito. Mantendo a casa sem água parada, você protege sua família e também os seus vizinhos”, diz a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.

As mesmas recomendações devem ser seguidas por quem aluga uma casa na temporada. “A chegada deve ser acompanhada de uma vistoria cuidadosa em vasos, baldes, piscinas, vasos sanitários, tanques, garrafas e qualquer objeto que possa juntar água durante a ausência dos moradores”, acrescenta Ivana.

 

O verão é a estação do ano que mais concentra casos de dengue no Paraná. As temperaturas mais quentes favorecem a eclosão dos ovos do mosquito. Os ovos geralmente são depositados em água parada e podem sobreviver por mais de um ano à espera de um clima propício para se desenvolver.

Entre os criadouros mais comuns estão vasos e pratos de plantas, garrafas pet, copos plásticos, sacolas, latas e outros materiais recicláveis. Também existem outros vilões que nem sempre estão à vista, como calhas entupidas, ocos de árvores, bromélias e bandejas externas de geladeira. Os tipos de criadouros acima citados representam em torno de 60% dos depósitos onde são encontradas as larvas do mosquito.

Foto: Reprodução/RSN
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