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“Nossas equipes estão exaustas nesta luta que parece não ter fim”, desabafa médico de Jaguariaíva em vídeo

“Nossas equipes estão exaustas nesta luta que parece não ter fim”, desabafa médico de Jaguariaíva em vídeo

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19/03/2021 às 18h18 Atualizada em 19/03/2021 às 21h18
“Nossas equipes estão exaustas nesta luta que parece não ter fim”, desabafa médico de Jaguariaíva em vídeo

O profissional que ressalta que enquanto as pessoas não tiverem a consciência de que, as únicas medidas agora são as “preventivas” para controlar esse contágio, não será possível superar o vírus

Na fase mais crítica da pandemia no Paraná, Jaguariaíva segue com 2.005 casos acumulados, 40 novos casos e contabilizando o triste número de 48 óbitos. E nesta quinta-feira (18), um médico reconhecido regionalmente e que trabalha na linha de frente da rede municipal desabafa através de redes sociais e confirma: a atual crise da saúde é grave.

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O médico que atua da rede municipal jaguariaivense, Dr. Samuel Stalhschmidt, em vídeo apelativo comenta inicialmente que, além de ser a pior fase da saúde pública durante pandemia, os serviços dos grandes centros estão colapsados e sem condições de atender doentes, já os serviços locais, encontram-se sobrecarregados e com funcionários completamente exaustos.

“As grandes cidades como Curitiba e Ponta Grossa, estão decretando medidas restritivas de circulação de pessoas por esses dias. Não temos mais alternativas de criação de leitos de UTI, porque não tem profissionais para trabalhar neles, a falta de medicamentos que vai começar a acontecer vai se tornar cada vez mais preocupantes se o número de contaminados não começar a diminuir um pouco” garante Samuel.

Preocupado com as consequências da nova variante P1 – Cepa Amazônica, Stalhschmidt continua o apelo em seu vídeo. “Nunca imaginávamos que iria chegar nesse ponto de gravidade, mas parece que essa cepa brasileira que está circulando é mais transmissível, parece ser mais agressiva, traz uma doença mais grave, tem levado a um aumento do número de infectados e essas pessoas que procuram o serviço de saúde, não têm para onde ir”, lamenta. O médico ressalta que enquanto as pessoas não tiverem a consciência de que, as únicas medidas agora são as “preventivas” para controlar esse contágio, não será possível superar o vírus.

“As equipes de saúde, como médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares administrativos, se encontram cansadas de já estar há um ano nessa luta, que parece não chegar ao fim”, desabafa.

“Muita gente já morreu aqui na nossa região e com certeza muito dessas pessoas são conhecidas de muitos de nós, um parente, um amigo, um vizinho. Mas parece que enquanto não for uma pessoa muito próxima, algumas pessoas não entendem a gravidade dos fatos. Tem que ser um pai, uma mãe, um irmão, uma vó, para então entender que é grave a situação agora?”, questiona.

Samuel completa que os apelos repercutidos de vários médicos é um alerta iminente de que ao menos nas próximas duas semanas, poderão ser as mais críticas em termos de contagem de mortes. As mensagens são unânimes: se os cidadãos não se conscientizem da medida de controle, em especial as aglomerações em festas e encontros de amigos, tudo poderá estar perdido, uma vez que os jovens estão sendo cada vez mais transmissores do vírus, e a consequência é fatal: pais, mães e amigos pagando com suas vidas as três horas inconsequentes de diversão.

 “Pra vocês terem uma ideia, o Paraná tem mais de 700 pessoas esperando por um leito de UTI. Isso aí é grave! Muitas pessoas vão morrer! Portanto peço novamente, é um apelo! Nas próximas três semanas todos tenham consciência de fazer a sua parte. Cuidem de si mesmos, para que nenhum familiar próximo a vocês, fiquem doentes”.

 

 

Foto: Reprodução/RSN
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