Autoridades lamentam o desrespeito da população com restrições do “lockdown”

Autoridades lamentam o desrespeito da população com restrições do “lockdown”

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16/03/2021 às 15h17 Atualizada em 16/03/2021 às 18h17
Autoridades lamentam o desrespeito da população com restrições do “lockdown”

Cenas lamentáveis de pessoas que ignoram as medidas contra a pandemia ocorrem em todo o Estado. “Vírus está se tornando doença social e não mais apenas biológica”, diz diretor da SESA

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O desrespeito às restrições sociais para frear o avanço do coronavírus em todo o Estado do Paraná tem sido alvo de críticas de autoridades sanitárias. Para a Banda B, na manhã desta terça-feira (15), o gestor da Secretaria de Saúde do Paraná, Vinicius Filipak, criticou aqueles que não conseguem cumprir medidas de isolamento e expõe a sociedade ao caos. “Somos poucos disciplinados. É necessária uma doação individual para que nossa sociedade prospere. O individualismo ou decisões dessa forma teremos uma sociedade esfacelada. O vírus está se tornando uma doença social e não mais apenas biológica”, disse ele.

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Prestes a vencer, o atual decreto do Governo do Estado é o mais restritivo desde o início da pandemia, em março no ano passado. Segundo o diretor da SESA, há uma resistência direta da população quanto às medidas.

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“Esse é um tema complexo que tem sido estudado por todos os gestores públicos do país. Há uma refratariedade da população às medidas que são adotadas porque elas soam como impositivas e limitantes de liberdade individual. É necessário entender que temos de fazer escolhas. Se ela é permitir a contaminação e refreada das pessoas, vamos colher aquilo que estamos plantando. Ou seja, se permitirmos que as pessoas circulem sem cuidados, haverá muitos pacientes que irão à óbitos sem nenhuma chance”, detalhou.

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Em Wenceslau Braz, no interior do Estado, mesmo após o isolamento da praça central, grupo de homens é flagrado ingerindo bebida alcoólica, a maioria sem máscara. De acordo com a fiscalização, o trabalho de orientação é contínuo, porém após a abordagem alguns insistem em voltar causando este transtorno. “A todo momento estamos fiscalizando e orientando essas pessoas, que na grande maioria são gente muito humilde, mas elas voltam”, lamentou um dos fiscais que preferiu não se identificar.

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Números

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Até o fim da tarde desta segunda-feira (15), 612 pacientes aguardavam leitos para a Unidade de Terapia intensiva (UTI) e 708 para enfermaria clínica. “Isso dá um total de 1,3 mil pessoas que estão a espera de uma vaga. Nossa média de ocupação segue bastante alta, temos feito ampliação, mas, infelizmente, não é tão rápido quanto ao crescimento de casos novos”,

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O Paraná está atualmente com 96% dos leitos de UTI ocupados nas Regionais de Saúde.

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Com informações e fonte: Banda B