
Representantes do poder público e privado e entidades afirmaram na última semana que a situação de oferta de oxigênio hospitalar no Hospital São Sebastião, único de Wenceslau Braz, é preocupante
Representantes do poder público, comércio, além de outras entidades, em reunião com a prefeitura da cidade e representantes do hospital São Sebastião, na última quinta-feira, 11, afirmaram na ocasião que a situação de oferta de oxigênio hospitalar é preocupante no município.
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A situação, no entanto, de escassez a curto prazo é a pior em todo o Estado, inclusive em municípios maiores como Londrina, Curitiba e Cascavel, assim como ocorreu no Estado do Amazonas, que viveu um colapso sanitário caótico diante da falta de oxigênio nos hospitais daquela região.
Em contato com a Folha, o diretor do hospital, Fabiano Storti, disse que desde o final da semana passada a entidade começou a receber cargas diárias de oxigênio e que a quantia recebida por dia é o suficiente para 24 horas. “Já estamos recebendo cargas todos os dias o que é o suficiente para 24 horas de atendimento”, afirmou.
O diretor ainda informou que o local hoje trabalha com 15 leitos exclusivos para pacientes com Covid-19, diferentemente do ano passado, quando o número era de apenas seis.
“Aumentamos de seis para 15 o número de leitos para esse atendimento, dos quais cerca de 90% já estão ocupados”, afirma Fabiano.
Óbitos em Wenceslau Braz
Em apenas 24 horas seis mortes foram registradas por complicações da Covid-19 de cidadãos brasenses, entre eles três que estavam em UTIs em outros centros do Estado e três que estavam internados no próprio hospital São Sebastião, que embora conte com novos respiradores, não tem preparação para casos mais graves da doença.
Até esta segunda-feira (15), 28 vidas já foram ceifadas por consequência do coronavírus no município que desde a meia-noite de hoje até o próximo domingo (21), enfrenta um “lockdown” para conter o avanço da doença.