Paraná é o estado brasileiro com a maior taxa de casos novos de Covid-19

Paraná é o estado brasileiro com a maior taxa de casos novos de Covid-19

Por: Da Redação
10/03/2021 às 16h30 Atualizada em 10/03/2021 às 19h30
Paraná é o estado brasileiro com a maior taxa de casos novos de Covid-19

Quase um ano depois de começar a conviver com a pandemia do coronavírus (a próxima sexta-feira, 12 de março, marca o aniversário dos primeiros casos no estado), o Paraná enfrenta aquele que é, até aqui, o mais grave momento da crise sanitária. Com os hospitais abarrotados — até ontem, 989 pacientes estavam na fila de espera por um leito de tratamento da Covid-19, 519 deles aguardando por vagas em UTI — e um crescimento expressivo no número de casos e óbitos causados pela doença nas últimas semanas, o estado desponta hoje como um dos principais (se não o principal) foco de coronavírus no Brasil.

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Segundo dados do Farol Covid, levantados a partir de dados oficiais públicos, o Paraná apresenta a maior média móvel de casos novos da doença no país, ao mesmo tempo em que se tornou um dos estados com mais mortes pelo coronavírus.

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Os números, extraídos na tarde de ontem, mostram que nos últimos 7 dias o estado registrou 98,41 novos casos de Covid para cada 100 mil habitantes, maior taxa entre as 27 unidades da federação. Os vizinhos Santa Catarina (com 73,57) e Rio Grande do Sul (com 60,17) também aparecem entre os cinco estados com maior proporção de casos novos, bem como Rondônia (com 66,15) e Roraima (46,44).

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Além disso, a média móvel de mortes no Paraná ficou em 1,15 no período, a sexta maior do país, atrás apenas de Rondônia (1,86), Roraima (1,58), Amazonas (1,38), Rio Grande do Sul (1,33) e Santa Catarina (1,21). Interessante notar, ainda, que o agravamento da crise sanitária afeta, neste momento, as regiões norte e sul do país, primordialmente.

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É curioso notar, ainda, como o cenário atual contrapõe-se radicalmente àquele registrado pouco tempo atrás, quando o estado era visto como um dos que havia melhor lidado com o enfrentamento à pandemia.

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Em setembro do ano passado, por exemplo, o estado ficava atrás apenas de Minas Gerais entre os estados brasileiros com menor número de casos e óbitos pela Covid-19 por 100 mil habitantes. Ainda hoje, inclusive, o Paraná apresenta a 13ª maior taxa bruta de casos por 100 mil habitantes (com 6.302,05) e é o terceiro estado com menor taxa bruta de mortes (91,69), segundo dados do MonitoraCovid-19, da Fiocruz.

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O que, então, teria levado ao estado atual da crise, com o colapso no atendimento aos enfermos?

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Um dos fatores é a circulação de variantes do coronavírus, como a P1, identificada pela primeira vez no Amazonas e que já é responsável por 70,4% dos casos da Covid-19. Até o momento, a mutação do agente infeccioso não foi relacionada à evolução clínica mais grave da Covid-19, mas já existem indícios de que ela é mais transmissível.

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Além disso, chama a atenção também uma mudança no perfil dos internados, com crescimento expressivo na faixa entre 31 e 60 anos de idade, num indício de que as novas cepas do coronavírus atingem faixas etárias que antes eram consideradas “mais seguras”.

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No PR, 94% dos municípios apresentam nível de alerta altíssimo

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Os dados apurados pelo consórcio de pesquisadores do Farol Covid mostram ainda que o risco de transmissão do novo coronavírus no Paraná é considerado ‘altíssimo’ em 94,5% dos municípios paranaenses. Em 22 cidades, o nível de alerta é ‘alto’. A estimativa é que exista atualmente 183.866 casos ativos da doença n o estado, sendo que para cada 10 pessoas infectadas, oito não são diagnosticadas. Ainda assim, o cálculo do Rt (taxa de contátio) estaria entre 1 e 1,1, com alerta moderado.

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O Farol Covid utiliza uma escala com quatro graus de urgência, que sai do menos preocupante (‘novo normal’) e passa por dois estágios intermediários (‘moderado’ e ‘alto’) antes de chegar ao mais grave (‘altíssimo’. A classificação considera questões como a situação da doença na localidade (novos casos diários e tendência de novos casos diários), o controle da doença (número de reprodução efetiva) a capacidade de resposta do sistema de saúde (projeção de tempo para ocupação total de leitos UTI) e a confiança dos dados (subnotificação, ou seja, casos não diagnosticados da doença).

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Em Curitiba, média semanal de mortes fica perto de recorde

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Em Curitiba, a média semanal de casos e mortes de Covid-19 teve mais um aumento expressivo na última semana. Entre os dias 28 de fevereiro e 6 de março, a capital paranaense registrou, em média, 894 novos diagnósticos da doença por dia (aumento de 24% na comparação com a semana anterior) e 17 mortes diárias (crescimento de 15,53%).

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O número de casos novos da doença na cidade é o maior desde a semana entre os dias 13 e 19 de dezembro do ano passado, quando foram divulgados mil novos diagnósticos de Covid por dia.

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Já o número de óbitos é o quarto maior para uma semana desde o início da pandemia, sendo que o recorde de mortes pertence a semana entre os dias 2 e 8 de agosto, ainda na primeira onda da doença no município, quando cerca de 18 pessoas faleceram diariamente.

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MORTES E CASOS DE CORONAVÍRUS POR ESTADO

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Estados com mais casos de Covid-19

(média móvel dos últimos 7 dias, por 100 mil habitantes)

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Paraná: 98,41

Santa Catarina: 73,57

Rondônia: 66,15

Rio Grande do Sul: 60,17

Roraima: 46,44

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Estados com mais mortes por Covid-19

(média móvel dos últimos 7 dias, por 100 mil habitantes)

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Rondônia: 1,86

Roraima: 1,58

Amazonas: 1,38

Rio Grande do Sul: 1,33

Santa Catarina: 1,21

Paraná: 1,15

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VIA: Redação Bem Paraná - Fonte: Farol Covid/Coronacidades, dados extraídos ontem (8 de março)