
Os constantes ajustes nos preços dos combustíveis têm gerado polêmica e causado protestos em várias regiões do país, mas principalmente tem pesado cada vez mais no bolso do consumidor.
A Folha pesquisou os valores dos combustíveis em oito municípios da região sendo constatdo que o preço da gasolina tem variado de R$ 5,10 a R$ 5,45, enquanto o do etanol apresenta variação de R$ 3,93 a R$ 4,26.
De acordo com o levantamento, a gasolina mais barata entre os municípios relacionados na pesquisa é encontrada em Wenceslau Braz, onde os motoristas podem abastecer pagando a partir de R$ 5,10 por litro da gasolina comum. Já no restante dos municípios, o valor é superior aos R$ 5,30. Em ibaiti, a gasolina é vendida a R$ 5,39, mesmo valor encontrado em Jacarezinho e Tomazina. Já em São José da Boa Vista, o valor levantado é de R$ 5,33, Santo Antônio da Platina e Arapoti R$ 5,36. Em Siqueira Campos, foi encontrado o valor mais alto, sendo R$ 5,45 por litro do combustível.
Apesar de não aparecer tanto na mídia, o preço do etanol também tem aumentado. Assim como no caso da gasolina, o valor mais baixo levantado pela reportagem por litro do combustível também foi encontrado em Wenceslau Braz, onde é possível pagar R$ 3,93. Já em São José da Boa Vista o etanol custa R$ 4,13 e em Ibaiti R$ 4,19. Assim como no caso da gasolina, o etanol tem o mesmo preço em Arapoti e Santo Antônio da Platina sendo vendido a R$ 4,23 o litro. Em Tomazina o valor por litro é R$ 4,26 e em Jacarezinho R$ 4,29.
Acumulados, os aumentos somam 41,5% e não atingem apenas a gasolina: o diesel, combustível mais utilizado pelos caminhões no país, e o gás de cozinha também terão aumento, de 5%, 5,2%, respectivamente. No caso do diesel, será o quarto do ano, gerando acúmulo de 34,1% de elevação do valor.
Os fatores que somaram para o aumento do preço dos combustíveis
O Brasil é auto suficiente em Petróleo, mas não em refino, sendo o produto bruto enviado para fora do país e depois a gasolina e o óleo diesel em grande parte são importados. Além disso, a Petrobrás, desde o governo Michel Temer em 2018 vem praticando reajustes de acordo com a variação do preço do barril de petróleo no mercado internacional e, com a desvalorização do real e os barris sendo cotados em dólar, o preço final somados a impostos é mais caro para o bolso do consumidor.