
Peritos do Instituto de Criminalística do Paraná concluíram que o fogo que destruiu a Ponte Pênsil Alves de Lima, sobre o rio Paranapanema na divisa dos estados do Paraná e São Paulo, teve início a partir de material combustível, isso é, a ação foi criminosa.
A ponte que liga os municípios de Ribeirão Claro a Chavantes/SP amanheceu em chamas no sábado dia 7 de novembro. Equipes do Corpo de Bombeiros de Jacarezinho foram acionadas para conter as chamas que destruíram as partes em madeira da estrutura.
Diante da suspeita de que o fogo fosse criminoso, a equipe da Polícia Civil foi acionada e também esteve no local colendo informações sobre o incidente. Durante as investigações, os peritos realizaram a análise de restos de madeira e demais vestígios coletados no local e, com isso, foram descartadas as hipóteses de que o incêndio tivesse se iniciado de maneira acidental, como no caso da ponte ter sido atingida por um raio, por exemplo.
Os trabalhos dos peritos ainda apontam que o fogo foi causado a partir de ação humana, onde o responsável teria derramado o combustível no local e ateado fogo. A análise ainda diz que o responsável pelo fogo ainda esperou que as chamas se alastrassem pela estrutura para só então deixar o local.
Agora, a polícia trabalha para identificar quem é ou quem são os responsáveis pelo crime e conta com o apoio da população que pode realizar denúncia anônima através do número 181.
Em relação as obras de restauração da estrutura, o DER (Departamento de Estradas de Rodagem) informou ao G1 Paraná que já elaborou um projeto apontando as intervenções necessárias no local, porém, o mesmo será submetido ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, visto que se trata de uma estrutura que foi tombada e não pertence mais ao sistema rodoviário.
Na última sexta-feira (4), a ponte completou 100 anos de história. Inaugurada em 4 de dezembro de 1920, a estrutura tem 149 metros de extensão dos quais 82 metros são suspensos. Após ter sido tombada como patrimônio histórico, o local tornou-se um dos mais belos pontos turísticos e têm acesso liberado apenas para pedestres.
Informações: G1 Paraná.